2001
|
D001
ANDRADE, Rodrigo Fonseca Alves
de. O significado jurídico da proteção ao
conteúdo essencial dos direitos fundamentais : permanência e mudança
na Constituição brasileira de 1988. 2001. 180 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Público) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Transformações
do estado contemporâneo
Classificação: 342(81)
A553s
Resumo: O
objetivo do trabalho é apontar o significado que a proteção ao conteúdo
essencial dos direitos fundamentais encerra no ordenamento jurídico brasileiro.
Busca-se traçar parâmetros para o que envolve o respeito aos direitos
fundamentais; no contexto da tensão entre poder constituinte originário
e reformador.
Para
tanto, é que o Capítulo I do estudo é dedicado às relações entre os dois
ideais básicos que norteiam as democracias constitucionais: a participação
do povo nas decisões coletivas e a conformação do exercício do poder estatal
pelo direito.
No
Capítulo II, pretende-se analisar a dicotomia entre poder constituinte
originário e reformador por sua vez, o Capítulo III toma por abjeto a
construção de uma tipologia dos limites do poder constituinte reformador.
o Capítulo IV se volta para o estudo da continuidade material de
um ordenamento. Intenta-se pesquisar o valor jurídico
dos limites substanciais à competência reformadora.
A
partir desse instante, passa-se ao exame mais próximo, sobre o que o respeito
ao conteúdo essencial dos direitos fundamentais envolve. É no Capítulo V que serão tomadas
as posições sobre as grandes questões referentes ao sentido que o instituto
em foco pode alcançar. O
Capítulo VI se presta a enfrentar os problemas sobre o instituto no ordenamento
jurídico brasileiro vigente. Assim é que sobretudo se procura
demonstrar como a mencionada proteção se insere no direito brasileiro.
Ao
final deste estudo, no Capítulo VII, em disposições objetivas, sintetiza-se
as idéias fundamentais que percorrem a dissertação.
Em
uma palavra: o trabalho em exame busca precisar o sentido da expressão
constitucional pela qual se visa que uma emenda a constituição tenda a
abolir os direitos e garantias individuais. (DATACAPES)
|
D002
ARAGÃO, Alexandre Santos de.
A função e a posição das agências reguladoras
no estado contemporâneo. 2001. 513 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Público) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Galvão
Co-orientador: Odete Medauar
Linha de pesquisa: Transformações
do estado contemporâneo
Classificação: 35.07(81)
A659f
Resumo: Uma abordagem do fenômeno do
surgimento das agencias reguladoras independentes no Estado contemporâneo.
Apesar do foco ser o Brasil, a questão é analisada do ponto de vista global,
já que a multiplicação destas entidades tem se verificado desde os anos
80 em quase todos os países ocidentais. O exame é feito partindo-se dos
aspectos mais gerais, como a relação entre o Direito e a economia, o conceito
de regulação, a sua historia e a nossa ordem econômica- constitucional, até as polêmicas
específicas do direito positivo brasileiro. (DATACAPES)
|
D003
BITTENCOURT, Marcelo Moutinho
Ramalho. Os princípios e garantias constitucionais
do indivíduo no processo penal. 2001. 115 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Vicente de Paulo Barretto
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 342:343.2 B624p
Resumo: Com o advento da Constituição
de 1988, uma série de direitos e garantias individuais foram conferidos
à nossa população, destacando-se,
principalmente, as regras e princípios aplicáveis em sede processual
penal, único instrumento viável para aplicação de pena e para privação
de liberdade dos cidadãos.
Por se tratar de um direito
fundamental, a liberdade, tal qual a vida, se traduz como um bem jurídico
extremamente relevante e as regras responsáveis por sua constrição, merecem
receber uma interpretação em consonância com o texto constitucional.
Então, o presente estudo aborda
uma série de princípios e garantias constitucionais ínsitos ao processo
penal, procurando estabelecer o alcance dessas regras, bem como analisa
os pontos que despertam maior discussão e controvérsias no cotidiano forense.
(AU)
|
|
D004
CÂMARA, Jorge Luís Fortes Pinheiro
da. A criação jurídica contemporânea nas
perspectivas dos direitos humanos. 2001.228 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jorge Coelho Soares
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 342.7
C172
Resumo: A presente dissertação tem
por finalidade elaborar uma pesquisa sobre os fundamentos lógicos atribuídos
às normas jurídicas e estabelecer um parâmetro de validades através do
confronto entre o discurso fundante e a realidade decorrente da incidência
da norma no mundo dos fatos. Da percepção resultante deste confronto parte-se
para estabelecer uma análise sobre os direitos humanos no âmbito da mesma
relação entre discurso fundante e realidade da incidência. Da conclusão
decorre uma necessária reflexão sobre modernidade dos direitos humanos
e a instituição destes, por seu fundamento ético, enquanto um modelo ou
paradigma para os demais direitos. (AU)
|
D005
GOMES, Fabio Odilon Alves.
Obrigações em moeda estrangeira no direito
brasileiro : critérios de conversão adotados pelos tribunais superiores.
2001. 173 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional e da Integração
Econômica) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Ana Cristina Paulo Pereira
Co-orientador: João Paulo de Almeida Magalhães
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.752
G633o
Resumo: Desde
a promulgação do Código Comercial Brasileiro, foram admitidas estipulações
de moeda estrangeira em ordem jurídica nacional. A permissão alcançou
tanto as obrigações constituídas em território nacional como aquelas resultantes
de pagamentos internacionais. Essas regras poderiam ter de aplicações
gerais – como a disposta no art. 947, CCB – ou específica – como a disposta
no art. 213 da Lei das Falências.
No
século passado, porem, leis monetárias como o Dec. 23.501/33 e o Decreto-lei
857/69 vedaram a estipulação de ouro e de outra moeda de pagamento diferente
da moeda corrente nacional. Então, era necessário, que o Judiciário fixasse
critérios de conversão para obrigações em moeda estrangeira, sendo levado
em conta o lugar da estipulação, o momento da estipulação, as espécies
de estipulação e, em alguns casos, definindo a taxa de cambio a ser aplicada.
Examinando
as decisões proferidas pelos Tribunais Superiores, verificamos, a partir
da evolução das regras obrigacionais e monetárias que, para as estipulações
em território nacional, o momento de conversão adotado, devido ao fato
de serem nulas, foi da constituição da obrigação. Por força da Lei 8.880/84,
tem-se admitido, entretanto, a utilização de moeda estrangeira nas operações
de arrendamento mercantil. Para as obrigações contidas nas exceções estabelecidas
pelas leis monetárias, os critérios variam entre a data da quebra do contrato,
a data de julgamento e a data do efetivo pagamento, entre outros.
Em
conclusão, sistematizamos estes critérios, destacando outros aspectos
relevantes – dentre eles, o tipo de taxa de câmbio a ser usada, e um possível
critério para sua definição. (AU)
|
D006
HISSA, Rosemary Martins. Processo e cidadania. 2001.
109 f. Dissertação (Mestrado em Direito Processual Civil) - Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Luiz Fux
Linha de pesquisa: Acesso
à justiça e tutela dos direitos
Classificação: 342.72/.73
H673p
Resumo: Os direitos da cidadania não
se restringem aos direitos políticos do indivíduo, englobando também outros
direitos que ligam o indivíduo ao Estado. Dentre os direitos do cidadão
está o acesso à justiça, que encontra no processo seu instrumento de manifestação
concreta. O exercício da cidadania só será efetivo se este instrumento
estiver disponível a todos e se seu trâmite for desenvolvido mediante
técnicas voltadas para a obtenção da solução justa do conflito, cumprindo
sua função social e tornando-se uma realidade. Para tanto, além dos meios
materiais, é indispensável que os operadores do direito se empenhem em
eliminar o tecnicismo exacerbado, assumindo o compromisso na busca da
justiça social. (AU)
|
D007
KALICHSZTEIN, Juliana. Os sistemas de homologação das sentenças
arbitrais estrangeiras no ordenamento jurídico brasileiro. 2001.
296 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional e Integração Econômica)
- Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Carmen Tiburcio
Linha de pesquisa: Transformação da ordem internacional.
Classificação: 347.951(81)
K145
Resumo: Com o advento da nova Lei de
Arbitragem brasileira – Lei 9307/96 – que equiparou o laudo arbitral à
sentença judicial, eliminou-se o sistema de dupla homologação arraigado
à cultura do país. Privilegia-se o princípio da autonomia da vontade,
permitindo o requerimento de reconhecimento e execução diretamente ao
Supremo Tribunal Federal. O objetivo deste estudo é demonstrar que, até
o presente momento, vigoram no Brasil sete tipos diferentes do Sistema
de Homologação de Sentenças Estrangeiras. Isto porque a própria Lei estipula
que a sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil
em conformidade com os tratados internacionais, com eficácia no ordenamento
interno e somente na ausência destes documentos internacionais serão regidos
de acordo com os termos desta Lei. Sendo assim, sua aplicação é de caráter
supletivo, deduzindo-se que, com a adesão de nosso país a novos tratados,
ficará cada vez mais reduzida a sua aplicabilidade direta. (AU)
|
D008
LOULA, Maria Rosa Guimarães.
Cooperação jurisdicional no Mercosul.
2001. 106 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional e Integração
Econômica) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Carmen Tiburcio
Linha de pesquisa: Transformação da ordem internacional
Classificação: 341.232
L888c
Resumo: Nosso
estudo se divide em quatro capítulos. O primeiro se dedica à análise do
texto de Lãs Leñas, que estabelece a infra-estrutura da cooperação judicial
na região do Mercosul. Nesta parte de trabalho, fiscalizaremos principalmente
a questão da homologação da sentença estrangeira e do “exequatur” das
castas rogatórias. No segundo capítulo deste estudo, nos debruçaremos
sobre as regras da cooperação judicial, quando a relação jurídica base
for uma relação contratual. Analisaremos o Protocolo de Buenos Aires sobre
a jurisdição internacional, destacando a determinação do foro competente.
O capítulo seguinte trata do Protocolo de Ouro Preto, sobre as medidas
cautelares. Este texto introduz várias inovações no Brasil em relação
às cartas rogatórias de conteúdo executório e sobre esse ponto nos determos
acuradamente. O quarto capítulo analisa dois textos do Mercosul, que tratam
de temas específicos. O Protocolo de Santa Maria versa sobre o regramento
processual das lides que tratam das relações de consumo. Já o Protocolo
de São Luiz cuida dos processos em que a lide tem origem em acidentes
de transito. (DATACAPES)
|
D009
MARTINS, Cristiano Franco.
Princípio federativo e mudança constitucional
: limites e possibilidades na Constituição brasileira de 1988.
2001. 207 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Público) - Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Transformações
do estado contemporâneo
Classificação: 342.4(81)
M386p
Resumo: O objetivo da dissertação
apresentada é contribuir para o desenvolvimento do tema do Poder Reformador
Constituinte, especificamente na questão do princípio federativo.
A falta de definições precisas
quanto a possibilidades e limites de mudança no pacto federativo depõe,
na prática, contra o próprio sistema que se pretende preservar.
Daí o interesse nessa linha de pesquisa.
A dissertação oferece algumas
conclusões a partir do estudo das características fundamentais do princípio
federativo, da relação entre constitucionalismo e federalismo e da jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal. (DATACAPES)
|
D010
OLIVEIRA, Beatriz Leal de.
A importância do papel do ministério
público diante das peculiaridades dos juizados especiais criminais.
2001. 166 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) - Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ester Kosovski
Linha de pesquisa: Violência
e criminalidade
Classificação: 347.994(81)
O48i
Resumo: Este trabalho é resultado de
um somatório de experiências vividas no Juizado Especial Criminal de São
Gonçalo/RJ e pretende cuidar da importância do papel do Promotor de Justiça
na aplicação da Lei 9099/95 (Lei dos Juizados Especiais Criminais), procurando
ressaltar o papel pedagógico que deve desempenhar na aplicação dos novos
institutos despenalizados, introduzidos no ordenamento jurídico brasileiro,
bem como a necessidade de integração entre os agentes de mudança que interferem
no procedimento.
Procura analisar ainda, a importância
da aproximação do Promotor de Justiça com a sociedade em geral, e em particular,
com a comunidade local para que seja dada uma resposta a altura da expectativa
que a população tem. (AU)nharJuizados Especiais Criminais),
procurando ressaltaronaisiça social.
juridico
|
D011
OLIVEIRA, Maria de Fatima Berardinelli
Arraes de. Tribunal arbitral do Mercosul : Argentina
x Brasil – 1° caso. 2001. 241 f. Dissertação (Mestrado em Direito
Internacional e da Integração Econômica) - Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Nadia de Araújo
Linha de pesquisa: Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 341.63
O48t
Resumo: O presente trabalho tem como
objetivo de estudo controvérsia levada em Tribunal Arbitral ad hoc do MERCOSUL, que culminou
com a emissão do 1° laudo arbitral do MERCOSUL.
Trata-se de reclamação apresentada
pela Argentina contra os procedimentos brasileiros de licenciamento de
importações, contidos nos regulamentos expedidos pelo Departamento de
Operações de Comércio Exterior, da Secretaria de Comércio Exterior, de
n° 37, de 1997 e de n°s 7 e 23, de 1988. Segundo o Governo argentino,
tais regulamentos constituíam restrições não tarifárias, que dificultavam
o acesso das exportações daquele país ao mercado brasileiro e, nessa condição,
violavam os compromissos firmados pelos países membros do MERCOSUL, devendo
portanto ser eliminadas.
A dissertação visou analisar
o caso à luz dos princípios da teoria da integração e dos fundamentos
jurídicos do MERCOSUL, levando em conta também os dispositivos acordados
sobre licenciamento de importações no âmbito da Organização Mundial do
Comercio e laudos arbitrais posteriormente emitidos em questões envolvendo
a participação brasileira, encaminhadas ao mecanismo de solução de controvérsias
do MERCOSUL. (AU)
|
|
D012
PIATIGORSKY,
Márcia Vieira. O Papel do ministério público em prol
da efetividade dos direitos humanos, à luz do direito internacional dos
direitos humanos interamericano e do ordenamento jurídico interno.
[2001?]. 261 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Público) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Nádia de Araújo
Linha de pesquisa: Acesso
à justiça e tutela dos direitos
Classificação: 341.2
P582p
Resumo: A presente dissertação aborda
a temática dos Direitos Humanos, enfatizando os Direitos das Pessoas Portadoras
de Deficiência, sob a ótica de sua efetividade, tendo como referência
a Constituição de 1988, os Instrumentos Internacionais de Direitos Humanos
ratificados pelo Brasil, a legislação interna e as atribuições outorgadas
ao Ministério Público. A partir da análise e interpretação
das normas supramencionadas procura-se dotar os direitos da pessoa portadora
de deficiência de uma maior eficácia, buscando encontrar mecanismos e
apresentar propostas para a efetiva implementação e concretização desses
direitos, especialmente por meio da atuação do Ministério Público, já
que a Constituição lhe atribui a missão de defender o Estado Democrático
de Direito, promovendo e preservando os direitos humanos, que são inerentes
aquele, incumbindo-lhe, assim, a defesa da ordem jurídica, do regime democrático
e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
Para o exercício de tal mister foram conferidos à Instituição diversos
poderes, garantias e instrumentos, previstos na Constituição e em lei.
Portanto, pretende-se relacionar as atribuições
do Ministério Público com a defesa dos Direitos Humanos, em particular
com os Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência, levando em consideração
não só o Direito Nacional, mas também o Direito Internacional dos Direitos
Humanos, cuja aplicação merece ser melhor desenvolvida e esclarecida em
nosso país. (DATACAPES)
|
D013
REIS, José Carlos Vasconcellos
dos. As normas constitucionais programáticas
e o controle do Estado. 2001. 190 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Público) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 342.4
R375n
Resumo: Estudo das normas constitucionais
programáticas (aquelas que estabelecem finalidades a alcançar e valores
a preservar na atuação estatal) como fundamento para o controle dos atos
do Estado pelo Poder Judiciário. Análise de suas origens históricas. Sua
caracterização, em confronto com outras espécies de normas constitucionais.
Estudo de sua eficácia jurídica (com características similares à dos princípios),
bem como das situações jurídicas subjetivas positivas e negativas que
essas normas originam. Análise dos limites jurídicos impostos ao exercício
do poder discricionário, com ênfase no papel de submetê-lo a controle
pelo Poder Judiciário. Referência ao princípio da separação de poderes
como fundamento e limite do controle jurisdicional dos atos do Estado.
Compreensão do controle jurisdicional como uma das vias de concretização
das normas programáticas e de participação da cidadania na fiscalização
das escolhas públicas, mencionando-se alguns instrumentos processuais
aptos a essa tarefa. (AU)
|
D014
ROSSANI GARCEZ, José Maria.
Elementos relevantes da arbitragem internacional
privada e sua interação com a lei brasileira de arbitragem. 2001.
225 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional e da Integração
Econômica) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Carmen Tiburcio
Linha de pesquisa: Transformação da ordem internacional
Classificação: 341.63
R827e
Resumo: Este trabalho trata de algumas
questões relevantes envolvendo a arbitragem internacional e a interação
com a Lei Brasileira de Arbitragem e ela, focalizando a legislação comparada,
as Convenções Internacionais sobre o Reconhecimento e Execução de Sentenças
Arbitrais Estrangeiras, a doutrina e a jurisprudência, nacional e estrangeira,
assim como os procedimentos aplicados pelos árbitros na solução de disputas
provenientes de contratos comerciais internacionais.
A arbitragem, sobretudo a internacional,
demanda um razoável esforço de divulgação em nosso país, para que se consolide
uma cultura arbitral local. Nesse aspecto o estudo feito a seguir tem
o primeiro mérito de divulgá-la.
De outro lado, embora a Lei
9.307/96 apresente uma feição moderna, compreendendo conceitos liberais
aplicáveis à arbitragem internacional, como, entre nós, a prática da arbitragem
internacional ainda é incipiente. Levara algum tempo para que sejam fixados
e consolidados no Brasil, através da jurisprudência, alguns desses importantes
aspectos a ela relacionados.
Assim, acreditamos que um estudo como esse poderá ser de utilidade ao
antecipar estas questões e as especulações sobre o que será construído
no Brasil a respeito. (AU)
|
D015
SANTOS, Erika Piedade da Silva.
O poder tutelar e a construção do direito
da infância e juventude no Brasil : do direito do “menor” aos
direitos da criança e do adolescente. 2001. 92 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jorge Coelho
Linha de pesquisa: Novos
instrumentos jurídicos
Classificação: 347.642(81)
S237
Resumo: O trabalho objetiva problemizar
os atravessamentos sócio-políticos dianta [sic] da temática da menoridade, que culminam por produzir textos
legais específicos sobre a questão.
Dessa forma, refletiremos sobre
a constituição e emergência do conceito do “menor” e suas implicações
representacionais na sociedade brasileira.
A produção das três legislações
atinentes a infância e juventude será igualmente considerada, objetivando-se
investigar como o processo de constituição de categoria “menor” se reflete
ainda hoje no atual diploma vigente: lei 8.069/90.
O processo de criminalização
de parte da população infanto-juvenil será avaliado a luz das contribuições
dos pactos internacionais de defesa dos Direitos Humanos, na correlação
entre a concepção doutrinaria proposta pelo Estatuto da Criança e do Adolescente
e sua aplicação diante da categoria “menor infrator/adolescente em conflito
com a lei”. (AU)
|
D016
SANTOS, Ligia Portes. Abuso de poder e o sistema penitenciário.
2001. 2 v. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) - Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ester Kosovski
Linha de pesquisa: Violência
e criminalidade
Classificação: 343.82
S237a
Resumo: Uma visão dos abusos de poder
sob o enfoque penal é apresentada neste trabalho. Para tanto, são estudados
conceitos fundamentais como os de Ética, Justiça e Direito e examinada
a teoria do “etiquetamento” ou da “rotulação”. Argumenta-se que é a própria
sociedade que cria condições para o aumento da criminalidade ao permitir
que comunidades inteiras vivam em condições de miséria absoluta, rotulando-as
a seguir de marginais. O estudo de casa desenvolvido em unidades prisionais
do Rio de Janeiro demonstra que existe abuso de poder por parte do Estado
ao permitir que se mantenham as atuais condições do encarceramento que
não garantem condições mínimas de dignidade aos encarcerados e impedem,
por via de conseqüência, sua ressocialização. Entre os princípios e direitos
constitucionais conferidos aos cidadãos, alguns podem ser ponderados ou
suprimidos temporariamente, em determinadas circunstâncias. Outros, no
entanto, são inegociáveis, como se dá com o principio fundamental que
garante a dignidade humana. O Estado que não respeita esse fundamento
básico da Constituição, certamente comete abusos de poder. (AU)
|
D017
SANTOS, Margaret de Olivaes
Valle dos. Comissões parlamentares de inquérito
e violações ao direito fundamental à privacidade : o papel do
estado democrático de direito na garantia direitos fundamentais. 2001.
273 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) - Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha de pesquisa: Acesso
à justiça e tutela dos direitos
Classificação: 347.121
S237c
Resumo: Um
dos temas que tem suscitado maior interesse e estudo no Direito contemporâneo é
a questão dos direitos fundamentais
do homem, como substrato dos objetivos e dos princípios fundamentais que informam
o Estado Democrático de
Direito.
A inserção do princípio da dignidade do
homem, como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, inaugurado
pela Constituição Brasileira de 1988, dele defluindo os demais direitos
fundamentais, foi responsável por conferir, ao ordenamento jurídico, uma
unidade sistêmica. O reconhecimento, pelo texto constitucional
brasileiro, do princípio da dignidade do homem como fundamento do Estado
Democrático de Direito, importa em considerar a existência, na verdade,
de uma cláusula geral de tutela da pessoa humana, de sua personalidade
e dos direitos que lhe são próprios. Os princípios constitucionais da
dignidade da pessoa humana e solidariedade sociais garantem, não só, a
limitação do Poder do Estado, bem como, uma limitação da vontade do particular
em suas relações com outros particulares.
Partindo da análise do direito
à privacidade, e de como, na tutela de outros direitos do mesmo calibre,
se processam os limites postos ao seu exercício, chega-se a constatação
da relatividade de todos os direitos fundamentais, e, via de conseqüência,
a ocorrência, na prática, de colisão, entre tais direitos. (AU)
|
D018
SOUZA, Olney Ladeira de. A globalização e o direito internacional
do trabalho. 2001. 128 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional
e Integração Econômica) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Vicente de Paulo Barretto
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 349.2
S729g
Resumo: O tema é desenvolvido em duas
linhas – a Globalização e o Direito Internacional do Trabalho, - o que
possibilita confrontar-se nos respectivos desdobramentos as dessemelhanças
com que são tratadas as relações trabalhistas. A globalização tem a tendência
a suprimir as medidas de proteção ao trabalho e os direitos do trabalhador.
O Direito Internacional do Trabalho tanto na doutrina, quanto nas suas
normas objetiva continuar a construção de um corpo mais amplo de medidas
para a proteção ao trabalho e ao trabalhador.
Na abordagem da globalização
enfatiza-se o dimensionamento econômico e sua vanguarda produtiva, a empresa
transnacional, e suas repercussões no contexto das relações trabalhistas.
Na outra linha, são examinadas:
a evolução do Direito Internacional do Trabalho, a Organização Internacional
do Trabalho, seu estatuto constitucional e os instrumentos jurídicos gerados
naquela agencia especializada da ONY, bem como a problemática envolvida
no processo de incorporação da Convenção Internacional do Trabalho ao
direito nacional. (AU)
|
D019
VIEIRA, Marta Gorini. As cartas rogatórias passivas executórias
no direito brasileiro. 2001. 95 f. Dissertação (Mestrado em Direito
Internacional e Integração Econômica) - Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Carmen Tiburcio
Linha de pesquisa: Transformação da ordem internacional
Classificação: 347.938(81)
V658c
Resumo: O tema central desta dissertação
é o exame da possibilidade do cumprimento de uma carta rogatória passiva
executória no Brasil, a partir de uma análise da legislação, da doutrina
e da jurisprudência brasileiras. O exame do direito brasileiro revela
que o objeto de uma carta rogatória, assim como o procedimento utilizado
e os requisitos analisados para o seu efetivo cumprimento não caracterizam
o instrumento como carta rogatória, visto que não atingem a sua natureza
intrínseca. Partindo desse principio, o estudo pretende determinar quando
é possível o cumprimento de uma carta rogatória passiva executória no
Brasil. Para tanto, o trabalho considera que existem procedimentos e requisitos
específicos de acordo com o instrumento legal utilizado e que serão apresentados
e examinados nesta pesquisa. (AU)
|
D020
WEISS, Fernando José Lemme.
Tributação e justiça social.
2001. 188 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público) - Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 336.2.01
W429t
Resumo: Trata-se de um trabalho voltado
a analisar a legitimidade das renúncias fiscais, habitualmente concedidas
de forma desarrazoada no Brasil. Inicio com um estudo sobre as origens
da injustiça fiscal tão arraigada entre nós. Por ainda não existir consenso
social acerca do dever fundamental de pagar tributos, os poderes constituídos,
muito freqüentemente, excluem do ônus tributário alguns agentes econômicos
pautados em interpretações literais da Constituição ou das leis. Procuro
demonstrar que esta postura anti-isonômica obtém respaldo social, entre outros
motivos, em razão da recorrente comparação entre os Direitos Tributário
e Penal, que tem por efeito principal assemelhar a incidência tributária
com a pena. A ausência de utilização concreta do principio da capacidade
contributiva, como critério para o estabelecimento e manutenção das renúncias
tributárias, influencia os sucessivos constituintes brasileiros, que vêm
na tributação uma potencial forma de ofensa a princípios democráticos
e de liberdade. O trabalho também analisa os excessos da Administração
Fazendária, que utiliza o mesmo tendencioso método de interpretação literal
para tomar dramática a vida dos contribuintes. São estudados dois importantes
projetos em curso no Congresso; o do Código de Defesa dos Contribuintes
e o da Reforma Tributária. São apresentadas sugestões visando a melhoria
da arrecadação, repressão à sonegação, integração dos municípios no esforço
fiscalizatório, simplificação do sistema tributário, entre outras. (AU)
|
|
2002
|
D021
ABREU, André Luiz Miranda de.
Aspectos jurídicos das uniões afetivas
estáveis entre pessoas do mesmo sexo. 2002. 195 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Civil) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Heloisa Helena Gomes Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 616.89-008.442.36:340.61
A162a
Resumo: O estudo tem como objetivo
apresentar um panorama sobre a assimilação do fenômeno das relações homossexuais
estáveis pelo Direito brasileiro, analisando as diversas concepções doutrinarias
e jurisprudenciais sobre o tema à luz dos progressos científicos e modernas
concepções sobre as entidades familiares. Conclui-se ao final que o fato
não pode mais ser deixado ao largo do reconhecimento jurídico, sendo inclusive
recomendável o posicionamento legislativo.
A análise elaborada funda-se
no direito brasileiro, embora ao final tenha sido composto singelo resumo
das soluções legislativas adotadas por outros paises no que concerne a
disciplina da matéria. (AU)
|
D022
BARBEITAS, André Terrigno.
O sigilo bancário e a necessidade da
ponderação dos interesses. 2002. 159 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Público) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Princípios
de normas jurídicas
Classificação: 336.719.2 B233s
Resumo: O sigilo bancário entre nós
corresponde à obrigação imposta às instituições financeiras “de conservar sigilo em suas operações
ativas e passivas e serviços prestados” (art.38, caput e § 7°, da Lei n° 4.595/1964
e art. 1° da Lei Complementar n° 105/2000). Com o advento da Constituição
de 1988, parcela amplamente majoritária da doutrina, com reflexos na jurisprudência
dos nossos Tribunais, passou a fazer um silogismo automático do instituto
em questão com as previsões constitucionais de resguardo da intimidade
e da vida privada (art.5°, inciso X) e de sujeição da sua quebra
à previa ordem judicial (art.5°, inciso XII). O intuito deste trabalho
é o de questionar esta concepção à luz do método da ponderação dos interesses,
levando-se em conta a necessidade da construção de uma sociedade livre,
justa e solidária (art.3°, inciso I, da Constituição Federal), o incremento
das transações financeiras no mundo globalizado e os interesses envolvidos,
mormente nos campos do sistema financeiro, do fiscal, do eleitoral, do
criminal e do diplomático, os quais estão a demandar o devido dimensionamento
no trato do tema. (AU)
|
D023
BAUMFLEK, Imaly. O cenário internacional e a sua influência
nos contratos da indústria do petróleo. 2002. 127 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Internacional e da Integração Econômica) - Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Marilda Rosado de Sá Ribeiro
Linha de pesquisa: O
econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 553.982:347.44
B347c
Resumo: Os contratos internacionais
realizados entre os paises produtores de petróleo e as empresas petrolíferas
internacionais tiveram significativa mudança em um determinado período
na história da indústria do petróleo. Tal mudança, na maioria dos casos
coincide com o revigoramento de sentimentos nacionalistas, com os fatos
históricos ocorridos nestes paises, ou simplesmente pela conscientização
do poder de barganha que o petróleo proporcionava?
A resposta a tal indagação
deu origem a este estudo, que objetivou demonstrar como os contratos da
indústria petrolífera foram modificados e influenciados, no decorrer dos
anos, pelos mais diversos eventos observados no cenário internacional:
o fim da Era Colonial e do Imperialismo, as Grandes Guerras que assolaram
a Europa e transformaram os EUA em grande potência, a criação da ONU e
da OPEP, o desenvolvimento da indústria automobilística, e finalmente,
a globalização dos mercados mundiais.
Paralelamente
à História da contratação da Indústria Petrolífera, questões jurídicas
de Direito Internacional são analisadas, como Responsabilidade Civil Internacional,
Arbitragem, Contratos, Princípios de Direito Internacional e o papel das
Organizações Internacionais.
Considerando
a interdisciplinaridade do tema, a presente dissertação demonstrou quão
fascinante, complexo e importante é o estudo esmiuçado daquele que segue
sendo a matriz energética mais utilizada do mundo: o petróleo. (AU)
|
D024
BOTELHO, Rodrigo Jacobina.
Direitos fundamentais, desobediência
e tributação. 2002. 171 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público)
– Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Direitos humanos e ética
Classificação: 336.2.04
B748d
Resumo: A
presente dissertação – a ser apresentada ao programa de Pós-Graduação
da UERJ como requisito para obtenção do grau de Mestre em Direito Público
– tem por escopo principal avaliar, sob o ponto de vista estritamente
jurídico, o comportamento do individuo que decide descumprir a lei tributária.
A principal investigação a ser feita é: sob quais fundamentos esse individuo
pode deixar de cumprir tal legislação e sob quais formas (lícitas) que
se pode dar tal descumprimento. Tal estudo tem seu início nos direitos
fundamentais do individuo e do cidadão, busca na filosofia do Estado e
do Direito amparo para a situação de dissenso e acaba por comparar a conduta
daquele que desobedece a lei tributária com os conhecidos institutos da
evasão fiscal e elisão fiscal. (AU)
|
D025
BRAGA, Fabiana Andrada do Amaral
Rudge. O princípio da proporcionalidade e os
atos discricionários da administração pública : um enfoque sobre
a proteção dos direitos fundamentais. 2002. 157 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Público) - Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 35
B813p
Resumo: Ao princípio da proporcionalidade
é reconhecido na atualidade o status de princípio de legitimação
das regras e princípios jurídicos. No presente trabalho, propomos um estudo
acerca da sua aplicação sobre a atividade do Poder Executivo.
No Estado Social Democrático
de Direito, a atuação do Poder Público não mais se legitima pelo simples
cumprimento da lei. Com a superação do positivismo, inicia-se um projeto
de recuperação da força normativa dos princípios. A atividade pública
passa a ter que buscar a sua legitimação perante o substrato valorativo
dos princípios consagrados na Constituição.
Neste contexto, o principio
da proporcionalidade apresenta-se, a partir da sua concepção procedimental,
como importante instrumento de controle da atividade administrativa, oferecendo
critérios objetivos para nortear as escolhas administrativas na sua conformação
às diretrizes principiológicas.
Acreditamos que o principio
da proporcionalidade oferece relevante contribuição para a proteção dos
direitos fundamentais e para a promoção do equilíbrio entre os Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário, ao definir mais claramente os limites
de atuação de cada Poder do Estado. (AU)
|
D026
CHOERI, Raul Cleber da Silva.
O conceito de identidade e a redesignação
sexual. 2002. 135 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) –
Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro.
Orientador: Heloisa Helena Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 343.95
C545c
Resumo: O rompimento dos tabus religiosos
científicos e sociais, que estabeleciam rígidos liames entre sexo, casamento
e reprodução, acompanhado por uma flexibilização legislativa, com menor
ingerência do Estado sobre questões afetas à sexualidade, trouxe ao longo
do ultimo século uma transformação no tratamento dos gêneros e uma nova
abordagem conceitual-valorativa da identidade sexual. A identidade sexual,
como subaspecto da identidade humana, deve ser compreendida em sua estrutura
dual, com um componente estático – o sexo biológico – e outro dinâmico
– o sexo psicossocial. Segundo as ciências médicas e sociais, a verdadeira
identidade sexual da pessoa é fornecida pela vertente dinâmica, fruto
da interação com o meio familiar e social. O presente trabalho tem por
escopo examinar a identidade sexual à luz do Direito Civil brasileiro,
através da reflexão e da compreensão do direito personalíssimo à identidade
humana e dos limites do direito à integridade física, trazendo a tona
inúmeras questões teóricas e práticas decorrentes da modificação do estado
sexual e da possível modificação do status jurídico da pessoa humana,
em especial a do direito à cirurgia de resignação sexual, hoje autorizada
pelo Conselho Federal de Medicina, como única terapia para o transexualismo.
O Direito não pode deixar a cargo de normas deontológicas a regulamentação
da matéria; deve, de imediato, editar legislação específica, com base
na tutela constitucional da dignidade humana, com vistas à afirmação da
identidade: o direito e o dever que cada pessoa tem de ser, externando
atributos e qualidade como ser humano, irrepetível, e de coexistir, na
medida em que é conhecida e reconhecida socialmente e pode desfrutar de
uma vida social digna. (AU)
|
D027
CRISTOFARO, Flavia Savio C.S.
Competência internacional concorrente
exclusiva : análise convencional, doutrinária e jurisprudencial.
2002. 258 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Internacional) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jacob Dolinger
Linha de pesquisa:
Transformação da ordem internacional
Classificação: 347.98(100)
C933c
Resumo: O objetivo deste trabalho é
a compreensão do sistema de competência internacional no Brasil, analisando-se
a evolução do tema do ponto de vista legislativo, doutrinário e jurisprudencial.
Também será analisado o tratamento que a matéria vem recebendo nas convenções
internacionais, sobretudo nas Convenções de Bruxelas e Lugano. A razão
de se ter eleito essas convenções para um estudo mais aprofundado é serem
elas verdadeiros códigos sobre jurisdição internacional, alem de ser profícua
a jurisprudência da Corte de Justiça da Comunidade Européia sobre o tema.
Como objetivo final, pretende-se avaliar os pontos positivos e negativos
do sistema de competência internacional em vigor no Brasil, de modo a
permitir uma análise global do tema que possibilite considerar as vantagens
e desvantagens de o Brasil ser signatário de convenções internacionais
sobre o assunto, inclusive da nova Convenção de Haia sobre jurisdição
e reconhecimento de sentenças estrangeiras, que se encontra em fase de
discussão. (AU)
|
D028
CUNHA, Lêda Maria Guimarães.
As normas antielisivas e a desconsideração
da personalidade jurídica. 2002. 193 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 347.721
C972n
Resumo: Desconsideração da personalidade
jurídica e o âmbito de sua aplicação. Mecanismo jurídico hábil para alcançar
os membros integrantes de sociedade que nessa se escudaram para a prática
de atos condenáveis na pressuposição de que não seriam chamados a responder.
Inoponibilidade de tais atos frente ao capital social mediante a responsabilização
de seus autores. Ineficácia da separação patrimonial só em determinado
caso concreto. Permanência e continuidade da sociedade para todas as demais
atividades. Preservação do capital social. Aplicação da teoria no direito
tributário como norma antielisiva. Liberdade e limitação do planejamento
tributário. A elisão como meio eficaz de economia do imposto. Efetividade
dos princípios constitucionais. Exercício abusivo de direito legitimo
alcançado através da fraude à lei tributaria, da ausência de propósito
mercantil, da simulação de ato, fato ou de negócio jurídico. A Lei Complementar
104 e a dissimulação. Ineficácia de atos ilegais perante o capital social.
Alcance e aplicação da desconsideração pelo Poder Judiciário como forma
de resgatar o tributo ilegalmente elidido responsabilizando diretamente
o membro integrante da sociedade. Aplicação da teoria da desconsideração
no direito argentino. (AU)
|
D029
FERRARI FILHO, Sérgio Antônio.
A Constituição estadual no federalismo
brasileiro e sua (des)importância atual. 2002. 281 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa:
Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 342.4(81)
F375c
Resumo: A proposta do trabalho é abordar
o tema “constituição estadual” sob três enfoques distintos, porem relacionados,
fazendo uma síntese final que leve a uma conclusão sobre a importância
deste instituto no Direito contemporâneo, especificamente no Brasil. As
três abordagens são o poder constituinte, o Estado federal e a norma jurídica.
Partindo das bases teóricas sobre estes três temas, procura-se rever o
papel da constituição estadual em cada um destes contextos, criticando
quando necessário a doutrina já existente e propondo novas sistematizações
e abordagens em alguns pontos. A Primeira Parte da dissertação contém
a exposição dos pressupostos teóricos em cada um destes três temas. Na
Segunda Parte, é abordada a autonomia dos Estados-membros da federação
brasileira na sua organização e elaboração de constituição própria, incluindo
uma análise dos textos das atuais constituições estaduais brasileiras.
Na Terceira Parte é privilegiada a visão da constituição estadual como
norma jurídica, desdobrando-se em capítulos sobre a visão da constituição
estadual na jurisprudência. Sobre a aplicação dos princípios de interpretação
à constituição estadual, sobre o controle de constitucionalidade perante
a carta estadual e finalmente sobre o sentimento constitucional. Na Quarta
Parte, que contem as conclusões, volta-se aos três pontos de partida,
extraindo as conseqüências destas três visões da constituição estadual
e oferecendo a visão do autor sobre a importância atual da constituição
estadual. (AU)
|
D030
FREIRE, Fabiola Forain de Sá.
A adoção internacional como medida excepcional
no direito internacional privado brasileiro. 2002. 115 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Internacional e Integração Econômica) – Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jacob Dolinger
Linha de pesquisa: Transformação
da ordem internacional
Classificação: 341(81)
F866a
Resumo: Esta pesquisa objetivou o estudo
da adoção internacional no Direito Internacional Privado Brasileiro, em
especial, o significado da adoção internacional como medida excepcional.
O trabalho fundamentou-se na doutrina e na legislação nacionais e estrangeiras
e nas convenções internacionais sobre a matéria. A análise envolveu a
evolução histórica, legal e doutrinária do instituto da adoção. Toda a
pesquisa teve por escopo verificar a compreensão da adoção internacional
no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) e em convenções
como a dos Direitos da Criança da ONU e a de Haia relativa à Proteção
de Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção Internacional de 1993.
Concluiu-se que o legislador
pátrio optou pela residência habitual dos adotantes e dos adotandos como
regra de conexão para a solução das controvérsias sobre a matéria. A natureza
excepcional do instituto é característica própria do Direito nacional
e deve ser interpretada segundo o princípio do melhor interesse da criança.
Nas Convenções Internacionais, a adoção internacional é regida pelo princípio
da subsidiariedade, que também deve ser interpretado conforme o maior
interesse da criança. A adoção internacional, portanto, consiste em mecanismo
de cooperação internacional com o objetivo de proteger as crianças e garantir
os seus direitos fundamentais. (AU)
|
D031
MARQUES, Sergio André Laclau
Sarmento. Jurisdição internacional : extensão
e princípios. 2002. 244 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional
e da Integração Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Carmen Tiburcio
Linha
de pesquisa:
Transformação
da ordem internacional
Classificação: 341.6 M357j
Resumo: O estudo da fixação dos limites de atuação
dos órgãos jurisdicionais brasileiros quando chamados a dirimir
conflitos que contenham elementos de contato com ordens jurídicas estrangeiras
(incorretamente denominada "competência internacional") é uma necessidade crescente. Importante
definir em que momentos impõe-se a atuação do julgador brasileiro e
em que outros deve esta ser afastada.
Trata-se
de tema de absoluta atualidade e importância ante o incremento da participação do Brasil
no comércio jurídico internacional, efeito do irresistível processo de
globalização das relações sociais, culturais e econômicas de cada Estado. Esta nova
realidade é foco de potenciais
conflitos entre as partes envolvidas e exige a necessária intervenção do Estado, através
do exercício da jurisdição. Neste contexto, é relevante definir, com rapidez e
presteza, a natureza das normas de jurisdição, os
princípios que a informam
– e, de um modo geral, as possibilidades que se abrem ao juiz na aplicação
destes. Este é, portanto, o escopo do presente trabalho. (AU)
|
D032
MAZZILLI NETO, Ranieri. Os
caminhos do sistema penal. 2002. 145 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ester Kosovski
Linha de pesquisa: Violência
e criminalidade
Classificação: 343.2
M477c
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo apresentar
os principais movimentos e doutrinas que orientam a política criminal em nossos dias. Assim,
abordamos o movimento de lei e ordem, o garantismo e o direito penal mínimo, o abolicionismo e a vitimologia, sempre com a preocupação de fazer uma abordagem crítica.
Nossa
intenção é possibilitar aos estudantes um contato
inicial com o tema, a
fim de que possam tirar suas
próprias conclusões sobre a matéria. (AU)
|
D033
MOREIRA, Danielle de Andrade.
Dano ambiental extrapatrimonial.
2002. 218 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ronaldo do Livramento Coutinho
Linha de pesquisa: Direito
ambiental e processo de urbanização
Classificação: 349.6 M838d
Resumo: A multiplicação dos riscos na sociedade
pós-moderna e a fragilidade da vida diante da possibilidade
de destruição do meio ambiente impõem drásticas mudanças no comportamento
humano. Desta forma, torna-se necessária a construção de uma ética fundada na solidariedade
e cooperação de todos,
traduzida no respeito à dignidade da pessoa humana.
O reconhecimento dos valores imateriais
do meio ambiente e da
sua importância como suporte para a manutenção da vida digna de todos os
seres humanos desdobra-se na busca de mecanismos eficazes de proteção
ambiental. As peculiaridades dos danos perpetrados contra o meio ambiente e as dificuldades na sua comprovação e
valoração demonstram com clareza
a relevância do tema proposto,
que se justifica na necessidade de identificação de novos caminhos para
a reparação integral dos
danos ambientais. (AU)
|
D034
MULHOLLAND, Caitlin Sampaio.
Internet e contratação : panorama
das relações contratuais eletrônicas de consumo. 2002. 211 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.71
M956i
Resumo: Essa dissertação tem como objetivo
analisar alguns aspectos da formação e execução das relações contratuais
de consumo eletrônicas, especificamente aquelas que se utilizam do ambiente
Internet para se concretizarem.
Para tanto, serão enumeradas e analisadas algumas possíveis problemáticas
que surjam quando da utilização deste meio eletrônico, especialmente relativas
à natureza transnacional da rede e as suas conseqüências para uma previsível
aplicação de leis e princípios. (AU)
|
D035
OLIVEIRA, Carlos Santos de.
O equilíbrio entre as prestações e sua
repercussão na revisão contratual : aplicação aos contratos bancários.
2002. 211 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociais
Classificação: 347.4
O48e
Resumo: O presente trabalho visa analisar
as possibilidades e os limites da revisão judicial dos contratos pelo
Poder Judiciário. Pretende responder à indagação de, até que ponto pode
o Juiz intervir na relação contratual, para restabelecer o equilíbrio
proporcionando a satisfação das partes contratantes, e realizando, segundo
expressão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, a justiça contratual.
A aplicação da teoria revisional
aos contratos bancários tem por escopo demonstrar que os contratos realizados
pelas instituições financeiras com seus respectivos clientes possuem uma
carga acentuada de abusividade, a autorizar reclamos judiciais diversos
no que respeita ao desequilíbrio entre as prestações. Aqueles que contratam
com banco, em sua grande maioria, são contraentes débeis em relação ao
poderio econômico das instituições contratantes, impedidos, pois, de discutir
o conteúdo das cláusulas contratuais, fato este que, em princípio, justifica
a revisão do pactuado pelo Poder Judiciário, em caso de desequilíbrio
das prestações.
O estudo da evolução das teorias
revisionistas, corroborado pela aplicabilidade da cláusula geral de boa-fé
e dos princípios da vulnerabilidade e do abuso do direito, permitem que
o Poder Judiciário, através de uma interpretação atual e humanizada da
legislação, aplique a teoria revi sionista a todas as relações negociais
nas quais detecte desequilíbrio entre as prestações, visando, não a extinção
do pacto, mas a manutenção da base contratual.
Ademais, a aplicação direta
da Constituição Federal nas relações inter-privadas, com enfoque centrado
na dignidade da pessoa humana, serve de fio condutor para que o Poder
Judiciário adote as linhas inovadoras do Código de Defesa do Consumidor,
fazendo-as incidir para além do estatuto consumerista, permeando todo
o sistema jurídico civil vigente. (AU)
|
D036
OLIVEIRA, Fábio Corrêa Souza
de. O princípio constitucional da razoabilidade
: um estudo comparativo em busca da objetividade possível. 2002. 404 f.
Dissertação (Mestrado em Direito
Público) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 342
O48p
Resumo: O princípio da razoabilidade
talvez seja o paradigma que melhor identifica a teoria jurídica contemporânea.
Ele é proclamado pelas melhores produções jurídicas do mundo.
Trata-se de um princípio geral
de Direito, de um direito fundamental. É norma positivada pela Constituição
brasileira. Em respeito a sua importância basilar, o princípio constitucional
da razoabilidade já recebeu o título de "o princípio dos princípios".
A presente dissertação se propõe
a estudar o conteúdo de tal norma magna. O nosso intuito é contribuir
para a compreensão dogmática do princípio. Assim, procuramos padrões objetivos
e seguros para a consolidação dogmática do princípio da razoabilidade
no sistema positivo pátrio. O princípio desperta cada vez mais a atenção
dos juristas. Em âmbito nacional, apesar da qualificada e crescente acolhida
jurisprudencial e doutrinária, a norma da razoabilidade ainda não adquiriu
o seu devido reconhecimento. As dificuldades enfrentadas são tributárias
da crise jurídica instalada que reflete a complexa e vacilante transição
pela qual passa o Direito.
Acreditamos no princípio da
razoabilidade como um instrumento crítico essencial de progresso da Ciência
do Direito. Sem a pretensão de esgotar o tema ou oferecer respostas definitivas,
buscamos evidenciar a hegemonia que a referida norma ostenta no novo conhecimento
constitucional que se forma na atualidade. No objetivo de aclarar a materialidade
da norma da razoabilidade promovemos a sua conjugação com institutos centrais
da dogmática jurídica. Desta feita, o objeto de investigação é problematizado
no direito positivo brasileiro a partir das características da Constituição
Federal. (AU)
|
D037
OLIVEIRA FILHO, Nilson Furtado
de. A fixação do estatuto do contribuinte
: uma analise da tendência mundial de edição de normas de defesa
do contribuinte. 2002. 224 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público)
– Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: O
Econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 342
O48f
Resumo: O objetivo principal do trabalho ora apresentado
é o estudo e a
demonstração da importância que
vem sendo conferida à edição de leis que tratam especificamente
dos direitos dos contribuintes frente a atuação do fisco.
A metodologia empregada inclui o
estudo da posição dos direitos
do contribuinte na Teoria dos Direitos Fundamentais, bem como de sua eficácia.
E feita uma análise descritiva
dos principais diplomas legais editados até o momento
ou projetos em fase de tramitação legislativa, com o objetivo de verificar as opções comuns
e os caminhos alternativos
desenvolvidos para aprimorar a proteção do contribuinte.
Especificamente
quanto ao Projeto de Lei Complementar brasileiro a análise se torna ainda mais critica,
verificando onde o legislador sobrepõe o direito do contribuinte ao interesse
do Estado em um patamar irrazoável.
Por
fim são feitas considerações a título de conclusão e sugestão ao desenvolvimento do tema.
(AU)
|
D038
PANTOJA, Teresa Cristina G.
Novos contornos do contrato de seguro.
2002. 102 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo César Pereira Lira.
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 347.764
P198n
Resumo: O interesse pelo presente trabalho
resultou de uma perplexidade inicial, com a qual em 11 de setembro do
ano de 2001 nos defrontamos, gerada pelos inúmeros efeitos causados à
ordem econômica mundial - e via de conseqüência à ordem jurídica, que
nos interessa –. Naquela data, diversos acontecimentos provocados por
atentados terroristas mobilizaram os Estados Unidos da América. Em sua
esteira, por se tratar da nação economicamente mais poderosa do globo,
diversos corolários sócio-econômicos e jurídicos passaram a manifestar-se.
Tanto no campo dos direitos humanos, drasticamente reduzidos em algumas
situações, quanto no âmbito das relações empresariais e entre cidadãos,
muitas modificações sobrevieram. Algumas são mais perceptíveis, outras
menos. No que toca ao Contrato de Seguro, objeto de nosso interesse especial,
vêm sendo gradualmente alteradas as regulamentações específicas, nas diversas
instâncias pesquisadas. Talvez nem todas essas alterações possam ser atribuídas
aos eventos do chamado 11 de setembro, ou sequer à ação terrorista. É
possível que o processo internacional de globalização econômica e gradual
uniformização jurídica tenha chegado a um momento de revisão. Mas o fato
é que, com relação ao Contrato de Seguro, algumas modificações têm sido
introduzidas em sua regulamentação – e portanto especialmente em sua execução
-.Tratando-se, como de fato é, de uma prática secular, quase milenar,
pareceu-nos interessante estudar o que há de novo, na suposição de que
possivelmente essas novidades, por mais tênues que seja a respectiva aparência
no momento, venham a constituir-se numa nova configuração jurídica para
o Contrato de Seguro, talvez num inevitável retorno à mutualidade a partir
da qual teria nascido. (AU)
|
D039
PEREIRA, Guilherme Bollorini.
O acesso à justiça e os juizados especiais
federais cíveis. 2002. 254 f. Dissertação (Mestrado em Direito
Público) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Acesso
à justiça e tutela dos direitos
Classificação: 347.994
P436a
Resumo: Trata-se de uma dissertação
do curso de mestrado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, a respeito dos Juizados Especiais Federais no contexto
do acesso à Justiça. O presente estudo está dividido em quatro partes.
Na primeira, são analisados os aspectos principais da teoria do acesso
à Justiça e suas repercussões no direito brasileiro, com breves comentários
a respeito da legislação posterior à Constituição de 1988. Na segunda
parte, desenvolve-se um estudo da estrutura da Lei 10. 259/01. Foram examinadas
diversas questões processuais, de acordo com a fase processual do procedimento,
que influem no acesso do cidadão a essa nova modalidade de prestação jurisdicional,
com uma resumida introdução a respeito da história e competência da Justiça
Federal. Na terceira parte, são apresentados os resultados da pesquisa
feita pelo autor nos cinco juizados especiais federais instalados na cidade
do Rio de Janeiro, baseada em questionários distribuídos aos principais
operadores do Direito que atuam nos juizados. Finalmente, na quarta parte
são apresentadas as conclusões deste estudo. (AU)
|
D040
PINHEIRO, Juliana Santos. A responsabilidade pelo vício do serviço
telefônico fixo comutado. 2002. 191 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Sônia Rabello de Castro
Co-orientador: Heloísa
Helena Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.51
P654r
Resumo: O presente trabalho visa analisar a
responsabilidade pelo vício do
Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) à luz das digressões que o tema comporta na perspectiva da tutela
conferida ao consumidor deste serviço, tendo como referências normativas
a Constituição Federal
de 1988, o Código de Defesa
do Consumidor e a Legislação Setorial que aqui denominamos
de Regime Jurídico do STFC. (AU)
|
D041
RAMOS, Patricia Pimentel de
Oliveira Chambers. A guarda compartilhada de filhos sob
o enfoque dos novos paradigmas do direito de família. 2002. 95
f. Dissertação (Mestrado em
Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Heloísa Helena Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.642
R175g
Resumo: A presente dissertação trata,
essencialmente, da análise de uma nova concepção de guarda de filhos,
em famílias nas quais os pais são separados, que possibilite o convívio
da criança com ambos os pais.
E inspirada nos novos paradigmas
do direito de família, nos quais se valorizam a felicidade, a igualdade
jurídica e a dignidade da pessoa humana.
Discorre-se a respeito dos
dispositivos constitucionais e legais relacionados ao tema, com críticas
ao sistema da guarda única tradicionalmente adotada pelos Tribunais pátrios,
dando-se especial enfoque para a busca da harmonia da família, valorizando
a convivência dos filhos com os dois genitores como corolário do princípio
do melhor interesse da criança. (AU)
|
D042
SOARES, Denise de Souza. De Marx a Deus : os tortuosos
caminhos do terrorismo internacional. 2002. 279 f. Dissertação (Mestrado
Direito Internacional e da Integração Econômica) - Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ester Kosovski
Linha de pesquisa: Violência
e criminalidade
Classificação: 343.341
S676m
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo traçar
a trajetória dos principais
personagens, grupos e fatos que marcaram a fase denominada "marxista" do terrorismo
internacional, a partir da década de sessenta do século
passado, bem como analisar as mudanças pelas quais o fenômeno do terrorismo passou após a
queda da União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas e o advento da globalização econômica, das
quais surgiu o assim chamado
"terrorismo religioso". (AU)
|
D043
TAVARES, Marcelo Leonardo.
Previdência e assistência social :
legitimação e fundamentação constitucional brasileira. 2002. 286 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 349.3
T231p
Resumo: O trabalho analisa a justificação
moral e a fundamentação constitucional brasileira dos direitos à previdência
e à assistência social. Três linhas de estudo são estabelecidas: a da
legitimação ética das prestações assistenciais e previdenciárias como
direitos do homem, a do tratamento dispensado pelos instrumentos normativos
internacionais e, por fim, a da análise do sistema brasileiro de proteção
social. A partir do conceito de mínimo existencial, verifica-se que há
uma parcela dos direitos sociais apoiada nos valores da liberdade e da
igualdade de oportunidades e responsável pela garantia das condições básicas
de vida digna.
E neles se incluem a assistência
e a previdência social quando contam com a solidariedade gerenciada pelo
Estado para a erradicação da pobreza e para o estabelecimento de requisitos
básicos de humanidade e cidadania. No Brasil, a efetivação desses direitos
constitui um importante caminho de concretização dos fundamentos da República
e de alcance dos objetivos nacionais. (AU)
|
D044
TAVARES, Patricia Silveira.
A adoção após a Constituição de 1988.
2002. 157 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Heloísa Helena Barbosa
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.633
T231a
Resumo: O presente estudo tem como
objetivo radiografar o instituto da adoção após a Constituição de 1988,
levando em conta não apenas aspectos concernentes à vigência e aplicação
da lei no tempo, mas, principalmente, a necessidade de adequá-lo ao novo
ideário positivado em sede constitucional. Após uma breve incursão sobre
algumas noções básicas, tais como, definição, natureza jurídica e evolução
histórico-legislativa do instituto, propicia uma investigação prévia,
identificando seus contornos normativos no Brasil. Seguidamente, determinadas
as normas em vigor, busca entabular as novas diretrizes dogmáticas que
deverão orientar os operadores do Direito ao se debruçarem sobre o tema.
Procura, ainda, enfrentar questões decorrentes de adoções realizadas sob
o manto, não só da legislação atual, mas também da legislação anterior
à Constituição de 1988, abordando aspectos jurisprudenciais. Finalmente,
propõe uma abordagem do projeto de Código Civil, enfocando os aspectos
positivos e negativos de suas disposições. Em conclusão, demonstra que
a disciplina da adoção, vista sob o prisma ora proposto, revela-se idônea
a ensejar a revalorização da pessoa nas relações paterno-filiais, para
além de seu aspecto meramente patrimonial. (AU)
|
D045
THEOPHILO, Patricia Silva.
O direito de autor e seus limites.
2002. 105 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Heloísa Helena Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.78
T394d
Resumo: Desde
o seu nascimento, na Inglaterra setecentista,
vem-se discutindo o âmbito do Direito de Autor. Periodicamente,
este ramo do Direito é repensado para melhor se ajustar às demandas
sociais que acabam por incidir sobre ele. Em tempos de Terceira Revolução
Industrial - a Revolução Tecnológica, a Revolução do Conhecimento -, em
que o valor agregado da chamada "propriedade
intelectual" só faz aumentar, muito se discute sobre o Direito de Autor; no entanto, pouco se
reflete sobre esta matéria.
A proposta, aqui, é a reflexão. Esta se dá por meio do estudo
dos limites que são impostos pela legislação brasileira à proteção do autor, da obra, do empresário,
do interesse social; enfim, de tudo quanto contribua para o incremento
de nosso acervo de conhecimento. Não falta a crítica (positiva ou negativa, mas sempre
pretendendo ser construtiva). Não falta também a preocupação com a dimensão humana, uma vez que é
reconhecido que somente o
homem é capaz de criar. (AU)
|
|
2003
|
D046
ALMEIDA, Betyna Ribeiro de.
A regulação das corporações transnacionais
nos planos interno e internacional. 2003. 143 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Internacional e Integração Econômica) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ana Cristina Paulo Pereira
Linha de pesquisa: O
Econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 347.72
A447r
Resumo: Nos
últimos dois séculos, vimos surgir empresas que se espalharam pelo mundo
com seus produtos e serviços, à procura de consumidores, de força de trabalho
e de matéria-prima. A importância das corporações transnacionais não pode
ser contestada. Elas respondem por grande parte da economia mundial, e
muitas têm um faturamento que ultrapassa o Produto Interno Bruto de inúmeros
paises. Têm grande importância no cenário internacional e, para a consecução
de seus objetivos, podem exercer influencia econômica e também política,
tanto nos Estados-sede quando naqueles nos quais operam. Suas atividades
trazem benefícios aos Estados hospedeiros, porém os efeitos nocivos de
suas operações nem sempre estão ao alcance do sistema judiciário interno.
Surge, então, a necessidade
de elaboração de uma regulação internacional capaz resguardar os Estados
hospedeiros contra eventuais prejuízos que derivem das atividades das
transnacionais e também de proteger os interesses das empresas. Enquanto
o comercio internacional vem sendo regulado pela Organização Mundial do
Comercio, o investimento estrangeiro direto ainda não foi regulado de
forma definitiva e as tentativas de se concluir um acordo multilateral
sobre tais investimentos ainda não foram bem sucedidas.
O
presente trabalho visa a apresentar o
ambiente regulatório existente para atividades das empresas transnacionais
expondo os códigos de conduta elaborados por organismos não estatais internacionais
e recursos dos Estados hospedeiros para regular a atuação das transnacionais
em operação em seu território. (AU)
|
D047
ARAÚJO, Valter Shuenquener
de. Novas dimensões do princípio de soberania.
2003. 215 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público) – Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa: Transformações
do estado contemporâneo
Classificação: 342.3
A663n
Resumo: Este
trabalho objetiva revisitar o tema da soberania sob a ótica do Direito
e evidenciar suas novas dimensões no mundo contemporâneo. Nele, é feito
um estudo da evolução do conceito de soberania ao longo da historia, conforme
a visão de notáveis pensadores que sobre este tema se debruçaram, dentre
os quais Jean Bodin, Thomas Hobbes e Rousseau.
Alguns
dos principais tópicos que gravitam em torno de uma disciplina legal da
soberania são abordados neste trabalho. Faz-se uma apreciação acerca da
natureza jurídica da soberania, sobre a idéia de soberania desmembrada,
sobre o titular da soberania e sobre outras questões igualmente consideradas
relevantes.
São
analisados os artigos da Constituição brasileira que versam sobre soberania
e é comentada a participação do Poder Judiciário na construção do significado
e do âmbito de incidência desse termo. Além desses aspectos, há uma abordagem
sobre o emprego de princípios constitucionais como forma delimitadora
do alcance da soberania e sobre os mecanismos para o exercício da soberania
popular.
Também
são tecidos comentários concernentes ao processo de legitimação da soberania
e à importância da concretização das normas jurídicas criadas pelo Estado
para que a soberania e à importância da concretização das normas jurídicas
criadas pelo Estado para que a soberania tenha efetividade.
Ao
final, ao se tratar do nacionalismo e universalismo, são apreciados dois
temas que atualmente afetam a soberania estatal: direitos humanos e meio
ambiente, os quais por sua vez, envolvem pretensões de caráter universal.
(AU)
|
D048
AZEVEDO, Fabiane Verçosa Figueiredo.
Autonomia da vontade nos contratos internacionais
: eleição da lei aplicável no direito convencional e no direito internacional
privado brasileiro. 2003. 234 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional
e da Integração Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jacob Dolinger
Linha de pesquisa: O
Econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 341.9
A994a
Resumo: A
presente dissertação visa a empreender uma análise da inserção, no Direito
Convencional e no Direito Brasileiro, do princípio da autonomia da vontade
no Direito Internacional Privado, no que tange à eleição, pelas partes,
do direito aplicável a seu contrato internacional.
A título de introdução e a fim de facilitar a compreensão
do tema, serão tecidos alguns breves comentários acerca do referido princípio
no Direito Internacional Privado em geral - tendo em vista que a liberdade
conferida às partes de escolherem a lei que regerá sua avença é apenas
uma das expressões do princípio da autonomia da vontade no D.I.P.-, e
trataremos também do conceito de contrato internacional.
Buscar-se-ão
analisar as recentes convenções internacionais que mais interessam ao
estudo da questão, a saber: a Convenção de Roma de 19 de junho de 1980
sobre a Lei Aplicável às Obrigações Contratuais; a Convenção de Viena
de II de abril de 1980 sobre os Contratos de Compra e Venda Internacional
de Mercadorias; a Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável às Vendas de
Caráter Internacional de Objetos Móveis Corpóreos, de 15 de junho de 1955;
a Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Intermediários
e à Representação, de 14 de março de 1978; a Convenção da Haia sobre a
Lei Aplicável aos Contratos para Venda Internacional de Mercadorias, de
22 de dezembro de 1986; e a Convenção Interamericana sobre Direito Aplicável
aos Contratos Internacionais, de 17 de março de 1994, celebrada no México.
Em
seguida, o referido princípio será examinado à luz do Direito Brasileiro,
merecendo destaque a controvérsia doutrinária inaugurada com a entrada
em vigor, em 1942, da Lei de Introdução ao Código Civil, cujo artigo 9°
suprimiu a expressão "salvo estipulação em contrário" do artigo 13 da
Introdução ao Código Civil, a qual foi revogada em 1942 pela LICC e que,
segundo a quase unanimidade dos autores pátrios, previa a autonomia da
vontade nos contratos internacionais. Serão analisados os aspectos doutrinários,
jurisprudenciais e práticos da questão em nossos dias. Trataremos, também,
dos dispositivos relevantes à matéria contidos nos projetos de alteração
da Lei de Introdução ao Código Civil, de 1942, quais sejam: o Anteprojeto
de reforma da LICC (Lei Geral de Aplicação das Normas Jurídicas), da autoria
de Haroldo Valladão; o Projeto de Lei n° 4.905/95 (Lei de Aplicação das
Normas Jurídicas) e o Projeto n° 243/2002 (Lei de Introdução ao Código
Civil).
Por
fim, será analisada a Lei n° 9.307/96 (Lei de Arbitragem), que, em seu
artigo 2°, § 1º, admite expressamente a autonomia da vontade em Direito
Internacional Privado, em sede de arbitragem. (AU)
|
D049
BARBOSA, Vera Lúcia. As novas configurações das tecnologias
de informação e midiáticas e o direito de personalidade. 2003.
227 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ronaldo do Livramento Coutinho
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 342.72/73
B238n
Resumo: Esta
dissertação de mestrado tem como objeto de estudo As Novas Configurações
das Tecnologias de Informação e Midiáticas e o Direito de Personalidade.
Parte-se da constatação de que a contemporaneidade está imersa nas
sociedades de massas, onde as grandes corporações econômico-financeiras
através de todo este aparato tecnológico levaram ao enfraquecimento do
Estado, da sociedade e do próprio desenvolvimento pleno da personalidade
individual e da coletividade. Novas problemáticas foram introduzidas para
a ciência do direito, sendo que os institutos clássicos do paradigma do
positivismo jurídico, que embasou o individualismo jurídico, não conseguem
responder de forma plena e eficaz às ingerências no convívio do indivíduo
e da coletividade.
Partimos
do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, disposto no Art. 1°,
III, da Constituição de 1988, como norma-valor, atuando como mandado de
otimização, através da colisão de direitos fundamentais como: a “liberdade
de expressão” e do “direito à privacidade e à intimidade”, sendo uma das
expressões do Direito da Personalidade. Isso deverá levar ao exercício
de uma permanente reflexão sobre a ponderação de bens e interesses a serem
protegidos, tendo como princípio a unidade da Constituição e a sua expressão
máxiam [sic] a personalidade como valor fundamental de todo o ordenamento
jurídico. (AU)
|
|
D050
BARRETTO, Fábio Amado de Souza.
Os direitos humanos e o principio da primazia da norma mais
favorável. 2003. 158f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional
e Integração Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Celso Renato Duvivier de
Albuquerque Mello
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 342.7 B274d
Resumo:
A dissertação trata das relações entre o Direito Internacional e o Direito
Interno, sobretudo no que tange aos conflitos normativos daí oriundos.
Especificamente, cuida dos
confrontos entre normas internacionais e domésticas de direitos humanos,
apontando o princípio da primazia da norma mais favorável como critério
primacial a orientar o aplicador do Direito na solução desses conflitos.
De início, é apresentada a
controvérsia doutrinária entre monistas e dualistas que, por longos anos,
figurou como principal fonte de elucidação das relações travadas entre
a ordem dos Estados e o Direito Internacional. Todavia, demonstra-se a
sua infrutuosidade e sugere-se o seu abandono, notadamente no campo dos
direitos humanos.
O princípio da primazia possui
no Brasil cariz constitucional, defluindo de seu artigo 1°, inciso III,
que alça a dignidade da pessoa humana a fundamento do Estado, assim como
de seu artigo 4°, inciso II, que aponta a prevalência dos direitos humanos
como princípio fundamental a reger as relações internacionais do País.
O artigo 5°, § 2°, da Carta
de 1988 atribui status constitucional às normas internacionais de direitos
humanos. Não há, destarte, distinção hierárquica entre as normas dos tratados
de direitos humanos e os preceitos insculpidos na Constituição, por força
de seu próprio comando.
O princípio da primazia da norma mais
favorável possui ampla aceitação dogmática, especialmente no campo do
Direito do Trabalho, do Direito Penal e na disciplina legal atinente às
crianças e aos adolescentes. Está ainda expresso em dezenas de atos normativos
internacionais, o que evidencia a sua relevância e aceitação universal.
No Brasil, encontra-se descrito
no artigo 5°, inciso XXXI, da Constituição Federal de 1988, artigo 10,
§ 1°, da Lei de Introdução ao Código Civil, artigo 2°, parágrafo único,
do Código Penal e artigo 3° da Lei n° 7.064/82.
A jurisprudência internacional
e interna, por sua vez, têm [sic] amiúde invocado o principio em
suas decisões.
Prega-se, portanto, que, em
caso de conflito normativo que verse sobre direitos humanos, deve prevalecer
o preceito que os assegure de modo mais efetivo, afastando-se a norma
de menor benignidade. (AU)
|
D051
BONALDO, Frederico. Consistência teórica do direito subjetivo
de propriedade. 2003. 137 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo César Pereira Lira
Linha de pesquisa: Novos instrumentos
jurídicos
Classificação: 347.23
B697c
Resumo: O
titulo deste trabalho já indica o seu fim discutir a consistência teórica
da noção de direito subjetivo de propriedade, isto é, investigar a sua
estrutura racional de justificação. Por que faze-lo? Porque tal noção
constitui, a um só tempo, um dos conceitos basilares da teoria do direito
privado e um dos alvos prediletos das criticas de muitos juristas contemporâneos;
e a explicação para esses dois fenômenos concomitantes tem de ser buscada
nos alicerces teóricos que sustentam a noção de direito subjetivo de propriedade.
O método escolhido para atingir o fim
proposto foi a história da filosofia do direito, a qual permite um conhecimento
límpido (por ser história) e profundo (por ser filosofia) do conteúdo
do direito subjetivo de propriedade.
Como a referida discussão não
é nova – vem sendo feita há pelo menos cinqüenta anos -, preferiu-se,
neste trabalho, dar a palavra a alguns dos principais pensadores que dela
tratam. Particularmente, encontram-se aqui numerosas citações de Michel
Villey, considerado o maior jusfilósofo francês do século XX.
Pretendeu-se que os capítulos
deste estudo compusessem um itinerário lógico, que parte da apresentação
das definições mais notórias do direito subjetivo de propriedade e que
vai até a conclusão final sobre estrutura racional de justificação das
mesmas, passando pela análise da forma em que o direito subjetivo de propriedade
se apresentava no período clássico do direito romano e pelo estudo da
sua gênese e consolidação na ciência jurídica, ao longo da Idade Moderna.
Ao final, encontra-se uma visão
do direito de propriedade informado por uma linha de pesquisa filosófico-antropológica
contemporânea, que reabilita e atualiza a filosofia clássica (greco-medieval)
sobre o ser humano. (AU)
|
D052
BOQUIMPANI, Eduardo Gonçalves.
Utilização compulsória da propriedade
urbana. 2003. 103 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade)
– Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Ronaldo do Livramento Coutinho
Linha de pesquisa: Novos instrumentos
jurídicos
Classificação: 340:711(81)
B725
Resumo: A propriedade privada nas cidades
(“propriedade urbana”) foi profundamente modificada. Muitas mudanças foram
introduzidas pela Lei n° 10.257/2001. Uma das mais importantes é o uso
compulsório, que diz respeito à função social da cidade. Estudar tal mudança
é absolutamente necessário para correta identificação de sua efetividade
e superação de dificuldades de uma aplicação puramente jurídica dos novos
institutos.
Estudo da propriedade privada
citadina pela concepção sistemática da Lei n° 10.257/2001 e da Constituição
Federal. (AU)
|
D053
BRAVO, Otávio Augusto de Castro.
O caso Pinochet e o direito internacional penal. 2003. 267
f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Celso D. de Albuquerque Melo
Linha de pesquisa: Transformação
da ordem internacional
Classificação: 341
B826c
Resumo:
A prisão do ex-Presidente do Chile, General Augusto Pinochet Ugarte, em
Londres, no dia 16 de outubro de 1998, teve um significado muito além
do que sua importância histórica poderia, a princípio, fazer presumir.
O fato estabeleceu um marco decisivo nos princípios e valores do Direito
Internacional, especialmente porque preparou o caminho para novos e modernos
conceitos nas relações políticas, livres de idéias ultrapassadas, como
por exemplo, a rígida soberania dos Estados e a imunidade de jurisdição
de Chefes de Estado, mesmo quando eles atingem e ultrapassam a fronteira
das violações de direitos humanos caracterizadas como comportamento radicalmente
diabólico (radical evil behavior). Este trabalho tenta trazer para
o campo acadêmico uma discussão que possui a dimensão que transcende o
conteúdo da História, o sinuoso curso das relações políticas e os estritos
conceitos do Direito. Por isso, ele deve apresentar diferentes aspectos
da mesma questão: primeiro, uma introdução sobre antigos valores do Direito
Internacional e como eles se modificaram rapidamente na ultima década;
segundo, uma breve apresentação da História do Chile durante a experiência
socialista de Salvador Allende, o violento golpe militar que o derrubou
e a ditadura comandada por Augusto Pinochet; e, finalmente, o Caso
Pinochet propriamente dito, seu desenvolvimento na Espanha e no Reino
Unido, suas conseqüências diretas e aquelas ainda pouco estudadas, bem
como as sólidas conclusões que podem ser extraídas de sua complexidade.
Esta não é uma palavra final e imutável a respeito da matéria. Não é esse
o objetivo. Como a última década generosamente deixou evidente, uma última
palavra, no estudo do Direito Internacional, poderia comprovar, ao final,
o seu próprio risco e a sua própria inutilidade. (AU)
|
D054
BRITO FILHO, Washington Juarez
de. Tributação indireta analítica na União
Européia e nos paises do Mercosul : harmonização positiva e negativa.
2003. 285 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional e Integração
Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Adilson Rodrigues Pires
Linha de pesquisa: O
Econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 347.73
B862t
Resumo: O presente trabalho faz um
estudo dos processos de harmonização tributária, positiva e negativa,
dos impostos indiretos na União Européia, focado na evolução da disciplina
jurídica dos impostos especiais de consumo em confronto com o desenvolvimento
do imposto sobre o valor agregado. Para tanto, inicialmente definem-se
os contornos de cada uma das modalidades tributárias, a partir da conceituação
completa, desde a terminologia até as suas funções, do que seja a tributação
indireta analítica. Após a verificação quanto à presença dessa modalidade
de impostos nos sistemas tributários dos países do MERCOSUL, Argentina,
Paraguai e Uruguai, assim como no Brasil, atualmente e nas propostas de
reforma tributária em tramitação legislativa, examina-se a conveniência
de ser iniciado um processo de harmonização tributária regional a partir
da tributação indireta analítica. (AU)
|
D055
BUSTAMANTE, Thomas da Rosa
de. Argumentação "contra legem" :
a teoria do discurso e a justificação jurídica nos casos "mais" difíceis.
2003. 211 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Antônio Cavalcanti Maia
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 340.134
B982a
Resumo: A presente dissertação de mestrado
tem como tema central a teoria da argumentação jurídica e sua aplicação
para o fim de justificação de decisões contra legem. Parte-se da
necessidade de associar as teorias da argumentação jurídica ao denominado
pós-positivismo, que pretende superar o ceticismo metodológico e o dogma
da neutralidade científica, típicos do positivismo jurídico do Século
XX. A teoria do discurso e sua aplicação para a fundamentação das decisões
jurídicas, preconizada por Robert Alexy, é a base a partir da qual foram
encontradas novas regras de argumentação (em sentido amplo), as quais
permitem um controle da racionalidade de decisões contrárias ao sentido
literal de um enunciado legislativo.
O estudo compreende o Direito
como um sistema de normas superáveis, tendo em vista os limites que advêm
da imprecisão e da não-exaustividade dos enunciados jurídicos em geral.
Como justificar, em termos
racionais, a superação de uma norma jurídica (seja um princípio ou uma
regra, na tipificação de Alexy e Dworkin) é o problema fundamental deste
trabalho. Sem pretensões de criar critérios definitivos, foram sistematizadas
novas meta-normas aplicáveis ao discurso de fundamentação das decisões
judiciais. A conclusão a que se chega é que tais meta-normas permitem,
sem maiores traumas, a superação concreta de um enunciado legislativo.
Como resultado do estudo, são apresentadas propostas de modificação ao
código da razão prática de Alexy, composto pelas regras de argumentação
que fixam um procedimento a ser seguido para garantir a correção das decisões
jurídicas. (AU)
|
D056
BYSTRONSKI, Guilherme Fonseca.
Concretismo : uma abordagem
institucional para analisar as relações entre o direito internacional
e o direito interno. 2003. 301 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional
e da Integração Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ana Cristina Paulo Pereira
Co-orientador: João Franklin Pontes Nogueira
Linha de pesquisa: Transformação da ordem internacional
Classificação: 341
B997c
Resumo: Esta
dissertação destina-se a estudar as relações entre o Direito Internacional
e o Direito interno mediante um enfoque inovador, o qual preocupa-se em
analisar as instituições de cada Estado. Destarte, o presente trabalho
apresenta-se como uma alternativa às teorias dualista e monista, que continuam,
apesar das suas insuficiências, a dominar as discussões sobre o assunto
tanto no Brasil quanto no estrangeiro.
O
concretismo, nome atribuído a esta novel abordagem, utiliza o construtivismo,
instrumental concebido pela doutrina que estuda as relações internacionais,
para propiciar o suporte metodológico de que necessita para responder
a pergunta de como as relações sociais se estruturam na vida internacional.
A resposta a tal questionamento é fundamental para que se possa alvitrar
o porquê dos Estados solucionarem os conflitos entre o seu Direito interno
e o Direito Internacional de forma a observar, em alguns casos, as normas
oriundas do primeiro, e, em outros, as normas produzidas no âmbito de
último.
Todavia,
esta abordagem não se restringe em explicar o porquê dos Estados agirem
como eles agem, já que em tal hipótese ela padeceria de irremediável incompletude.
Assim sendo, o concretismo destina-se também a explanar como os diversos
ordenamentos jurídicos dos Estados estruturaram as suas relações como
o Direito Internacional, e como os conflitos que surgem entre as normas
de um e outro Direito são solucionados pela ordem jurídica interna dos
Estados, constituindo este ultimo ponto o seu principal foco de analise.
Os
instrumentos utilizados pelo concretismo para desenvolver estas duas últimas
explanações são as instituições (padrões reconhecíveis de regras e práticas
relacionadas) que os Estados empregam para estruturar as relações entre
o Direito interno e o Direito Internacional. Dentro das diversas instituições
que formam a ordem jurídica de um Estado, quatro delas são cruciais para
analisar as relações entre um e outro Direito, às quais atribuímos os
seguintes nomes: à primeira, “submissão às normas do Direito Internacional”;
à segunda, “grau de juridicização do Direito Internacional”; à terceira,
“vigência e aplicabilidade das normas internacionais no plano interno”;
e à quarta, “segurança quanto a aplicabilidade interna da norma internacional”.
Estas instituições são moldadas pelos Estados de forma a determinarem,
de acordo com os valores e preferências de seus agentes, o emprego da
norma internacional ou a utilização da norma interna, nas hipóteses em
que uma e outra encontram-se em antinomia. (AU)
|
D057
CALIXTO, Marcelo Junqueira.
Riscos do desenvolvimento :
responsabilidade ou exclusão?. 2003. 199 f. Dissertação (Mestrado em Direito
Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas e
sociedade Classificação:
347.51 C154r
Resumo: No
imenso campo de estudo da responsabilidade civil merece relevo aquele
relativo à responsabilidade civil do fornecedor
de produtos. O número
de incidentes decorrentes da utilização de produtos anteriormente considerados
seguros pelos consumidores justifica a pesquisa acadêmica como forma de oferecer
critérios para a solução dos casos concretos.
Esta
dissertação apresenta um estudo da responsabilidade civil do fornecedor,
discorrendo sobre a evolução da ciência jurídica no sentido de se conferir
uma maior proteção à vida e à saúde do consumidor, corolário da proteção
constitucionalmente garantida à dignidade da pessoa humana. Em seguida
são analisados os conceitos fornecidos pelo Código de Defesa do Consumidor
e os pressupostos da responsabilidade
do fornecedor, quais sejam, o defeito do produto, o dano e o nexo causal entre defeito e dano.
Passando
ao estudo das excludentes de responsabilidade, a dissertação encontra o seu tema central no exame de uma possível
excludente, aquela fundada nos chamados riscos do desenvolvimento. Problema
profundamente debatido na doutrina jurídica e com
diversas soluções legislativas, não encontrou, todavia, expressa resposta
na lei nacional. Impõe-se, portanto, sua análise, ao menos como forma
de propor possível solução à omissão
legislativa para casos que o futuro nos poderá reservar. (AU)
|
D058
CÂMARA, Andreza Aparecida Franco.
Regularização fundiária : a
segregação sócio-espacial da cidade do Rio de Janeiro. 2003. 180 f. Dissertação
(Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ronaldo do Livramento Coutinho
Linha de pesquisa:
Direito
ambiental e processo de urbanização
Classificação: 316.334.56(815.3)
C173r
Resumo: Esta
dissertação busca elucidar como o processo político-econômico brasileiro
constrói uma sociedade urbana desigual. O planejamento urbano moderno
contribui para ocultar, muitas vezes, a verdadeira face da cidade e a
formação de um mercado imobiliário restrito e especulativo. As intervenções
urbanas permitem avaliar a mais-valia que o planejamento urbanístico gera
em um determinado território, em relação dos valores do solo resultantes
da situação existente ou do planejamento anterior. E assim capacitam os
poderes públicos a desenvolverem mecanismo para a recuperação desse processo,
sem comprometerem a viabilidade privada da intervenção urbano-imobiliário
projetada. Busca-se, também, demonstrar como objetivo central do planejamento
urbano pode ser entendido como a tarefa de maximizar o valor social da
cidade e, ao mesmo tempo, otimizar sua valorização de troca. Procura-se,
também, demonstrar como o quadro urbano, a partir dos anos setenta, é
marcado pela aplicação de políticas que privilegiavam a lógica ditada
pelos interesses dos grupos de empreendedores, consagrando como meta a
acumulação de patrimônio, traçando, portanto, uma nova dinâmica de ocupação.
Finalmente, procura-se destacar o potencial democrático dos instrumentos
jurídicos aplicáveis ao desenvolvimento urbano sustentável contidos no
Estatuto da Cidade. (AU)
|
D059
CARDOSO, Vladimir Mucury. A revisão do contrato viciado por lesão
na perspectiva civil-constitucional. 2003. 316 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha
de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade Classificação: 347.44
C268r
Resumo: A
presente dissertação examina o instituto da lesão à luz do Código Civil
brasileiro e da Constituição da República, com destaque para a possibilidade
de modificação do negócio, alternativamente à sua anulação. A figura,
em causa nasceu no Direito Romano, na condição de fruto da Justiça e da
eqüidade, que exigem o equilíbrio contratual. Ao longo da história, passou
por momentos de prestígio e de abandono, tendo sido deixada de lado pelo
Código Civil de 1916, em homenagem aos princípios voluntarista e individualista
que marcaram o Século XIX e encontraram abrigo naquele Diploma. O declínio
do dogma da vontade e o movimento ensaiado pelo Direito em direção à igualdade
material e à proteção qualificada dos contraentes em situação de inferioridade
trouxeram-na de volta ao ordenamento jurídico pátrio, na qualidade de
defeito do negócio jurídico. Este retorno se deu no momento em que a sociedade
brasileira assiste ao alvorecer de uma nova ordem jurídica, fundada pela
Constituição de 1988 e pautada pela solidariedade social e pela dignidade
da pessoa humana, valores alçados ao ápice do sistema jurídico pela tábua
axiológica Constitucional. A letra da lei sanciona o negócio lesionário
com a anulabilidade, concedendo ao julgador o poder de modificação do
ajuste em uma única e restrita hipótese, cuja iniciativa outorga-se exclusivamente
ao beneficiado. Não obstante, o ordenamento jurídico permite outra solução,
mais consentânea com os seus princípios inspiradores, qual seja, a revisão
do contrato para conduzi-lo à eqüidade. (AU)
|
|
D060
CARVALHO, Juliana Guimarães
de. Direitos humanos e cidadania
: uma tentativa de releitura da doutrina kantiana. 2003. 165 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Internacional e da Integração Econômica) – Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Orientador: Vicente Barretto
Linha de pesquisa:
Direitos humanos e ética
Classificação: 342.71 C331d
Resumo: Existem
termos de difícil definição. Talvez pela diversidade de temas que envolve
ou pela sua própria complexidade, a cidadania e os direitos humanos são
talvez os melhores exemplos dessa assertiva. São inúmeros os trabalhos
das mais variadas áreas de conhecimento que buscam encontrar um conceito
unívoco para os dois institutos ou ampliar o seu alcance. Todavia todos
falham ao esquecer que toda tentativa no sentido conceituar cidadania
e direitos humanos há de partir da íntima relação que existe entre ambos
e que está fundamentada não em aspectos históricos, mas na sua natureza
moral. E quando se fala em moralidade ou ética aplicada às ciências jurídicas,
torna-se imperioso uma análise da doutrina kantiana de Direito e moral.
No entanto, como estamos tratando de assuntos que acompanham as transformações
sociais, não há como interpretar o trabalho de Kant sem que se promova
a sua aproximação com os fatos e valores do nosso tempo. O objetivo da
presente dissertação é possibilitar um estudo da relação entre a cidadania
e os direitos humanos a partir de uma releitura da obra de Kant. (AU)
|
D061
CARVALHO, Marcelo de. Individualização da pena privativa de
liberdade : discussão das circunstâncias judiciais. 2003. 214 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ester Kosovski
Linha de pesquisa:
Violência e criminalidade
Classificação: 343.15
C331i
Resumo: O presente estudo tem por objeto
o princípio da individualização da pena e os seus métodos de aplicação
no sistema jurídico penal brasileiro.
No intuito de melhor fundamentar
ao tema proposto, parte-se da própria conceituação do Direito Penal como
instrumento de controle social, buscando evidenciar-se os seus princípios
primordiais, especialmente relacionados com a aplicação da pena.
Ao longo de todo o trabalho,
adotou-se, como concepção norteadora, a idéia de um Direito Penal limitador
do poder punitivo estatal, voltado para a preservação dos direitos e garantias
fundamentais, apontando-se a individualização da pena como uma dessas
garantias invioláveis.
Na busca de melhor compreensão
do sentido da garantia constitucional, a individualização da pena, se
reporta ao processo de evolução das práticas penais, desde a antiguidade
até os dias atuais.
Após essa necessária digressão,
passa-se à exposição do sistema legal brasileiro relativo à fase da individualização
judicial da pena, conferindo-se ênfase especial ao exame das circunstâncias
previstas no art. 59 do Código Penal e às diversas questões polêmicas
relacionadas.
Ao final, afirma-se, como conclusão,
a necessidade de aprimoramento e criação de normas penais que diminuam
a grande margem arbítrio de judicial, no que se refere a individualização
da pena. Rejeita-se, portanto, a velha idéia de que tudo está relacionado
com a "arte
de julgar" porque,
em verdade, a opção qualitativa
e quantitativa da pena
deve refletir a técnica
adotada no julgamento, no sentido do respeito ao conjunto de princípios
e regras conhecidos de
todos os operadores de direito. (AU)
|
D062
CARVALHO, Rogério Tobias de. Imunidade
tributária e contribuições para a seguridade social.
2003 149 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público) - Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 336.2.027.8
C331i
Resumo: O presente trabalho acadêmico
tem por finalidade investigar a imunidade tributária das entidades beneficentes
de assistência social diante das contribuições para financiamento da seguridade
social, a partir de um conceito de imunidade fundado na teoria dos direitos
fundamentais.
Dois capítulos são dedicados
à contribuição social de financiamento da seguridade social, a qual denomina
contribuição securitária, perquirindo quanto à sua natureza jurídica e
suas características essenciais, de forma a diferenciá-las das demais
espécies tributárias. Aborda um a um os dispositivos que regulam a imunidade
e a constituição e funcionamento da entidade imune às contribuições securitárias.
(AU)
|
D063
CASTRO, Maria Cristina Hatab
de. A feudalização contemporânea
: zonas de exclusão/ilhas de segurança. 2003. 177 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jorge Coelho Soares
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 316.334.56(815.3)
C355f
Resumo: Utiliza
a
doutrina como fonte de pesquisa
para o entendimento do
mecanismo urbano-social que envolve a cidade do Rio de Janeiro. Traz aspectos
históricos acerca da urbanização da cidade carioca. Resgata a política urbano/habitacional efetuada
na cidade do Rio de Janeiro por meio de comentários aos diversos planejamentos
urbanos enquanto elementos Estatais, bem como através de depoimentos de
agentes públicos. Insere legislações atuais afim de abordar a função
social da propriedade e da
cidade dentro de um contexto
urbano. Os resultados manifestam a relação do mau uso do espaço público
causando o predomínio
de uma camada social elitizada sobre as demais, o que fomenta a exclusão social e o crescimento de comunidades marginalizadas.
Demonstra a caracterização da formação de uma nova lógica habitacional,
criando espaços privados gradeados e isolados da comunidade a que pertencem gerando feudos urbanos
que desintegram o contato
social necessário nos centros urbanos. (AU)
|
D064
CRUZ, Cláudia Regina. Cidade
da lei, cidade do “homem”
: uma análise
das relações de poder, dominação e disciplinamento nas cidades paralelas.
2003. 153 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jorge Coelho Soares
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 341.231.14
C957c
Resumo:
O objetivo desta dissertação foi a análise das relações de poder, dominação
e disciplinamento no contexto urbano, demonstrando-se a teia de micro-relações
de força, com efeitos, simultaneamente, locais e globais e, principalmente,
a resistência dos excluídos das decisões políticas, tomando forma em um
poder que se constitui paralelamente ao poder formal, possibilitando a
rediscussão do discurso em torno da produção do saber e poder, de instituições
legitimadas por setores da sociedade e da cidade, relacionando-o ao pensamento
jurídico, histórico e filosófico referendado em autores dessas diferentes
áreas. O método de abordagem foi o da pesquisa aplicada com estudo de
caso onde foram utilizadas fontes bibliográficas, documentais e a pesquisa
de campo através de entrevistas e depoimentos, propondo-se ao final, a
integração de formas plurais de juridicidade na nossa cultura, como reconhecimento
de outro paradigma cultural de validade para o Direito, redefinindo-se
as relações de um poder centralizador em crise como temos podido atestar.
(AU)
|
D065
CRUZ, Gisela Sampaio da. O problema do nexo causal na responsabilidade
civil : sob o prisma do direito civil-constitucional. 2003. 228
f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Gustavo Tepedino
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.511
C958p
Resumo: Esta
dissertação visa a sistematizar um dos temas mais polêmicos do Direito
de Responsabilidade Civil – ele que, no Brasil, já nascera sem sistematização.
Trata-se de um estudo sobre nexo causal.
O Direito da Responsabilidade Civil passou, nos últimos
tempos, por modificações profundas. Indaga-se hoje, à luz dos princípios
constitucionais, até que ponto é possível exigir da vítima a prova cabal
da relação de causalidade que liga a conduta do agente ao dano. Se, por
um lado, não se pode desconsiderar o nexo causal como elemento da responsabilidade
civil; por outro, exige-se, com fundamento na nova ordem constitucional,
uma maior proteção da vítima do dano injusto.
A
relação de causalidade, tal qual toda a disciplina da responsabilidade
civil, deve muito mais a escolhas político-filosóficas do que a demonstrações
empíricas e avaloradas. Assim como o dano, por si só, não é nem ressarcível,
nem irressarcível, tampouco justo ou injusto, a verificação do nexo de
causalidade depende, antes de qualquer juízo, da teoria que se adote –
que não é senão fruto de uma decisão política.
Neste estudo, oferece-se
ao leitor uma análise do nexo de causalidade composta por seis capítulos.
O primeiro capítulo trata do nexo causal como elemento da responsabilidade
civil e do fenômeno da concorrência de causas. No segundo, serão apontadas
as principais teorias acerca da relação de causalidade, procedendo à crítica
de alguns precedentes judiciais selecionados. Os pressupostos e as formas
de interrupção do nexo causal serão objeto do terceiro capítulo; enquanto
o quarto abordará o problema da relevância negativa da causa virtual.
O quinto capítulo diz respeito ao dano causado por um membro indeterminado
de um grupo e a chamada causalidade alternativa. Por fim, no último capítulo
será examinada a influência do nexo causal nos sistemas de distribuição
do prejuízo.
Espera-se,
com isso, esclarecer certas imprecisões conceituais e, quem sabe, até
incentivar novos estudos sobre o tema. (AU)
|
D066
CUNHA, Sergio Pimentel Borges
da. Moralidade tributária : direitos
e deveres fundamentais no Estado Democrático de Direito. 2003. 165 f.
Dissertação (Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa:
Princípios e normas jurídicas
Classificação: 349.2
C972m
Resumo: O objetivo
deste estudo consistiu em explorar a contraposição entre os direitos e
os deveres fundamentais previstos no texto da Lei Fundamental, tentando-se
suprir uma lacuna verificada nos estudos doutrinários, em especial aqueles
realizados no Brasil, nos quais a temática dos deveres fundamentais não
tem encontrado grande repercussão.
Em
seguida, procurou-se definir o conteúdo jurídico do princípio da moralidade
administrativa e sua importância na ponderação entre os direitos individuais
e os interesses de toda a coletividade.
Por fim, verificou-se a possibilidade de se
estipularem critérios objetivos para a aplicação do princípio da moralidade
no Direito Tributário, a partir de sua repercussão na interpretação e
aplicação do princípio da legalidade e no controle de constitucionalidade
das leis fiscais. Buscou-se demonstrar que o princípio da moralidade administrativa,
aplicado às relações jurídico-tributárias, vincula não somente a Administração
Fiscal, mas, também, pode servir como parâmetro para avaliação da conduta
do contribuinte. (DATACAPES)
|
|
D067
DOMINGUES, Eduardo Garcia Ribeiro
Lopes. Modernidade e exclusão social
: do estado positivista à gestão democrática da cidade. 2003. 181 f. Dissertação
(Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Jorge Coelho Soares
Linha de pesquisa:
Direito ambiental e processo de urbanização
Classificação: 342.71
D671m
Resumo: O
trabalho discute o agravamento da exclusão social provocado pela modernidade
e pela grande urbanização do Ocidente Capitalista. Estes fenômenos foram
profundamente influenciados pela ascensão da burguesia e do capitalismo
industrial. As doutrinas contratualistas do direito são encaradas nesta
dissertação, ao mesmo tempo, como reflexos e condições daquela ascensão
e expressam, na epistemologia jurídica, o cientificismo ou positivismo
que a modernidade trouxe para as ciências sociais. Através de estudos,
com ênfase na psicologia-social de Freud e na filosofia de Hannah Arendt,
procura-se enfatizar perspectivas teóricas que rompam com o positivismo,
permitindo, inclusive, apontar uma justificativa diversa ao contrato social
para o surgimento do Estado. Na conclusão da dissertação abordamos o direito
ambiental, o acesso à justiça e o desenvolvimento urbano e planejado,
como campos de estudos jurídicos que podem mitigar a exclusão social,
através da valorização do ser humano. O trabalho, por fim, ao discutir
a legitimidade e efetividade do direito, enfatiza que este não modifica,
por si só, o fato social e por isso deveria ser acompanhado do incremento
de políticas publicas que promovam e melhorem a educação formal e estimulem
a educação informal, através de manifestações culturais diversas, visando
garantir a todos o acesso à informação e incentivando as pessoas a participarem
na vida pública de sua comunidade. (AU)
|
|
D068
FERNANDES, Micaela Barros Barcelos.
Reconhecimento e execução dos laudos
arbitrais estrangeiros no Brasil : teoria e prática. 2003. 350
f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Carmen Beatriz de Lemos Tiburcio
Linha de pesquisa:
Transformação
da ordem internacional
Classificação: 341.63
F363r
Resumo: A reforma da Estado brasileiro,
que transferiu parcela de suas atividades à iniciativa privada, associada
ao incremento das relações comerciais internacionais do Brasil resultaram
em grande desenvolvimento de arbitragem privada internacional no direito
interno no quinto final do século XX, tendo o Poder Legislativo correspondido
a este fenômeno com a aprovação de uma série de normas relativas à matéria,
inclusive no que se refere ao tema do reconhecimento e execução dos laudos
arbitrais estrangeiros no Brasil. O objetivo deste trabalho é realizar
a sistematização das normas vigentes sobre tal tema, identificando-as
e verificando sua aplicação prática, através de um enfoque distributivo,
que permite a análise do objeto aqui tratado sob dois diferentes pontos
de vista, o primeiro meramente teórico, no qual são traçadas as normas
específicas sobre reconhecimento e execução de laudos arbitrais estrangeiros
atualmente vigentes no direito brasileiro, e o segundo prático, no qual
a aplicação concreta de referidas fontes normativas é verificada através
do exame da jurisprudência pátria. Tal distribuição permite a conclusão
de que o Poder Judiciário brasileiro, embora já tenha avançado muito na
compreensão do tema, ainda não confere ao instituto da arbitragem privada
internacional tratamento uniforme e respaldado nas normas convencionais
adotadas pelo Brasil, as quais, nos termos da própria lei de arbitragem
brasileira (Lei 9.307, de 23.09.1996), tem aplicação prevalecente sobre
a lei interna. (AU)
|
|
D069
FONYAT, Perla Cristina Nascimento.
Juros compensatórios no direito civil brasileiro. 2003.
195 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 336.781.5
F685j
Resumo: O
presente trabalho tem por objetivo revelar a normativa sobre juros compensatórios
no âmbito do direito civil brasileiro. Para consecução de tal objetivo,
primeiramente, é estabelecido o conceito de juros, distinguindo-se juros
compensatórios e moratórios. Em seguida são analisados os princípios constitucionais
que orientam a matéria de juros e alguns casos que ensejam a aplicação
dos referidos princípios. No desenvolvimento do trabalho, são estudadas
as taxas de juros compensatórios no direito civil, abordando-se questões
como as taxas legal e máxima de juros, legalidade e constitucionalidade
da taxa SELIC em direito civil, capitalização, Lei da Usura e taxas praticadas
no Sistema Financeiro Nacional. Finalmente, é investigada a possibilidade
de cumulação de juros compensatórios e moratórios. (AU)
|
|
D070
GAMA, Eduardo Pereira Nogueira
da. O princípio da eficiência e sua aplicabilidade prática no controle
da administração pública. 2003. 246 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Sônia Rabello de Castro
Linha
de pesquisa: Princípios e normas jurídicas
Classificação: 35
G184p
Resumo: O
presente trabalho tem como objetivo indicar a possibilidade de se construir
um conteúdo jurídico para o princípio da eficiência, iniciando com um
estudo acerca dos princípios e sua formação no ordenamento jurídico. Como
o termo “eficiência” se traduz em um conceito muito variável e eminentemente
prático, resolvemos pesquisar as idéias que remetem ao termo por dois
espectros de análise. O primeiro abrange a pesquisa de diferentes concepções
sobre o que seria a eficiência ou a eficácia, passando por algumas teorias
orientais e ocidentais, com o objetivo de chegar a conclusões sobre as
similaridades e peculiaridades entre as várias concepções, averiguando
a sua aplicabilidade em nosso ordenamento jurídico, que deve existir principalmente
no controle interno da Administração Pública, mas também nas outras modalidades
de controle (os externos). O segundo espectro de análise abrange a pesquisa
sobre decisões e recomendações dos Tribunais de Contas, que são os órgãos
competentes, em face de nossa Constituição, para realizar o controle externo
de eficiência das entidades administrativas. Veremos se o sentido atribuído
ao termo pelas Cortes de Contas encontra similaridades com o encontrado
anteriormente. (AU)
|
|
D071
GORAIEB, Elizabeth. Tribunal Penal Internacional
: trajetórias legais em busca de justiça. 2003. 404 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Internacional e da Integração Econômica) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Celso de Albuquerque Mello
Linha de pesquisa: Transformação da ordem internacional
Classificação: 343.19(100)
G661t
Resumo: A presente dissertação tem
como objeto de estudo o Tribunal Penal Internacional, instituído em Roma,
no dia 17 de julho de 1998, na Conferência dos Plenipotenciários das Nações
Unidas. A criação de uma corte permanente para processar e julgar indivíduos
que cometeram crimes graves contra o Direito Internacional, tais como,
genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crimes de agressão,
é uma conquista em prol da consolidação dos direitos humanos e uma luta
contra a impunidade.
Parte de uma abordagem histórica
da constituição dos tribunais penais internacionais para análise dos crimes
que foram objeto de tipificação. (AU)
|
|
D072
GUIMARÃES, Nathália Arruda.
Competência municipal em matéria de direito urbanístico e o novo
estatuto da cidade. 2003. 253 f. Dissertação (Mestrado em Direito
da Cidade) - Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo César Pereira Lira
Linha de pesquisa:
Novos instrumentos jurídicos
Classificação: 34:711 G963c
Resumo: O presente trabalho objetivou
verificar o papel do município no contexto jurídico brasileiro, levando-se
em consideração sua atuação central na promoção do princípio da função
social da propriedade urbana preconizado na Constituição Federal de 1988.
A perspectiva da pesquisa visa traçar, dentro da competência municipal,
a atuação do ente focal no trato das diretrizes e dos instrumentos definidos
no Estatuto da Cidade, avaliando o panorama jurídico confrontado com dados
estatísticos que revelam a realidade dos municípios brasileiros. Apresenta-se,
outrossim, a necessidade imprescindível de viabilizar o planejamento urbano,
através da prática democrática da gestão participativa das cidades. (AU)
|
|
D073
JARDIM, Zélia Leocádia da Trindade.
Gestão democrática da cidade
: limites e possibilidades na particularidade do capitalismo periférico.
2003. 260 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ronaldo do Livramento Coutinho
Linha de pesquisa:
Novos
instrumentos jurídicos
Classificação: 35
J37g
Resumo: A proteção jurídica da cidade
se tornou um dos maiores desafios da humanidade na virada deste século,
assim sendo, o objetivo principal dessa dissertação foi analisar os limites
e as possibilidades da gestão democrática da cidade na particularidade
da sociedade capitalista periférica brasileira, como importante instrumento
jurídico-político de ampliação da cidadania para o enfrentamento da exclusão
social no espaço urbano. O foco da análise foi centrado na participação
direta do cidadão na definição das diretrizes de gestão democrática da
cidade, na gestão dos recursos públicos, na formulação e na distribuição
orçamentária, por meio do Orçamento Participativo, um processo democrático
auto-regulamentável, em que qualquer cidadão pode participar para definir
as prioridades de governo, influir na distribuição dos recursos públicos,
e que se constrói com base em três pilares interdependentes: a transparência,
a participação popular e a cidadania. A recente experiência do Orçamento
Participativo de Niterói como instrumento de gestão democrática da cidade
foi escolhida para a investigação de um modelo de instrumento de gestão
democrática de cidade, que tenta resgatar a vontade popular e recuperar
a confiança social, a partir de um conjunto de políticas de estímulo da
auto-organização de diferentes segmentos sociais, para reduzir os níveis
de pobreza e de exclusão social, além de educar os participantes para
a participação cidadã na atividade política. A gestão democrática da cidade,
tutelada pela Constituição de 1988 e regulada pelo Estatuto da Cidade
(Lei Federal 10. 257/2001) remete às idéias de um novo pacto territorial,
em que o direito não se distancia da justiça, mas procure
garantir que a cidade seja o espaço de convivência de todos os seus habitantes,
onde cada um possa desenvolver plenamente suas potencialidades, eis que
esse tipo de gestão implica, necessariamente, na participação dos seus
cidadãos e habitantes nas funções de direção, planejamento, controle e
avaliação das políticas urbanas. A cidade capitalista, no entanto, não
deixará de ser cenário de conflitos de classes que se refletem nas configurações
espaciais, em razão da essência que existe nos interesses antagônicos
entre o capital e o trabalho. Mas, a cidade também não deixará de ser
o espaço histórico da participação política, dos movimentos sociais, da
cultura popular, da expressão da cidadania. (AU)
|
D074
JOURDAN, Carolina Edith Pontual.
A ordem democrática urbana :
a questão de legitimidade na sociedade contemporânea. 2003. 117 f. Dissertação
(Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Vicente de Paulo Barreto
Linha de pesquisa:
Novos instrumentos jurídicos
Classificação: 316.334.56
J860o
Resumo: A
sociedade plural e complexa de nossos dias convive com conflitos e antinomias,
resultantes de concepções éticas divergentes a respeito das orientações
morais mais adequadas ao seu funcionamento. As respostas para esses impasses
diferem razoavelmente em função das variadas formas de entendimento político
encontradas na atualidade, destacando que o sistema político constitui
o elo para a efetivação de direitos e valores. O desenvolvimento urbano
na sociedade cosmopolita pressupõe, desta maneira, a democratização do
sistema político, que viabilizará a aplicação prática dos valores morais
aos quais está vinculado, e que são destinados a disciplinar o exercício
da liberdade e da igualdade entre os homens. (DATACAPES)
|
D075
MADRUGA, Mônica Oliveira de
Pinho Pinaud. A Tributação do serviço de provedores de acesso à
Internet. 2003. 155 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público)
– Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 336.2
M183t
Resumo: O objetivo da presente dissertação
foi abordar o tratamento tributário dispensado aos provedores de acesso
à Internet no Brasil. Constatou-se que a doutrina e a jurisprudência oscilam
entre três hipóteses divergentes: a incidência de Imposto Sobre Circulação
de Mercadoria e Sobre Prestações de Serviço de Transporte Interestadual
e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), do Imposto sobre Serviços de
Qualquer Natureza (ISSQN) ou de nenhum tributo (não-incidência). Na tentativa
de descobrimos a solução mais adequada buscamos, ao longo dos quinze capítulos
que compõem este trabalho, traçar um panorama do que sejam a Internet
e seus provedores, dos efeitos e conseqüências jurídicas que advém de
seu uso, de como as leis estrangeiras estão lidando com o tema, do Sistema
Tributário Nacional em alguns de seus aspectos e estudamos as especificidades
dos impostos Estadual e Municipal em questão, e entendemos que o ponto
central do problema recai na definição do vocábulo comunicação
e no que significa a sua prestação. Tal panorama constitui um arcabouço
teórico suficiente para analisarmos as três opções mencionadas. Acreditamos
que apenas com o conhecimento da natureza da Internet será possível a
elaboração de normas adequadas ao Direito Digital que emerge. (AU)
|
D076
MATTOS, Fernando César Baptista
de. A interpretação dos conceitos tributários previstos na Constituição
para definir ou limitar a competência tributária : os artigos
109 e 110 do Código Tributário Nacional. 2003. 151 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Princípios
e normas jurídicas
Classificação: 347.73(81) M444i
Resumo: O
objeto do trabalho abrange os
limites a serem observados
pela lei tributária que define hipótese de incidência de acordo com os
parâmetros constitucionais. A pesquisa pretende determinar o
conteúdo e a extensão dos signos presuntivos de riqueza
utilizados pela Constituição para definir a competência tributária e a exegese das normas infraconstitucionais
de interpretação (CTN, arts. 109 e 110), a partir do estudo das etapas de interpretação
e do papel que os princípios
constitucionais exercem modernamente. Por fim, é analisada,
de maneira crítica, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. (AU)
|
|
D077
NEVARES, Ana Luiza Maia. A tutela sucessória do cônjuge e do
convivente na legalidade constitucional. 2003. 173 f. Dissertação (Mestrado
em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Gustavo José Mendes Tepedino
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.65
N499t
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo
analisar a proteção sucessória conferida ao cônjuge e ao companheiro no
ordenamento jurídico brasileiro. Antes da abordagem especifica do tema,
será apresentada a perspectiva da investigação deste estudo, situando
o Direito das Sucessões no âmbito da releitura do Direito Civil à luz
dos valores constitucionais. Posteriormente, serão examinados os diplomas
legais que regulam a sucessão hereditária no casamento e na união estável,
quando se verá que os direitos sucessórios atribuídos a tais entidades
familiares são diversos, tanto no regime do Código Civil de 1916 e das
Leis 8971/94 e 9278/96, como naquele a ser introduzido pelo novo Código
Civil. Por tal razão, será preciso verificar se esta diversidade quanto
às normas da sucessão legítima tem pertinência no ordenamento civil informado
pelos valores constitucionais. Para tanto, será analisada a questão da
hierarquia axiológica entre entidades familiares na Constituição Federal
de 1988. (AU)
|
D078
NEVES, Gustavo Kloh Muller.
A prescrição civil e o princípio da
segurança jurídica. 2003. 110 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Heloísa Helena Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.143
N518p
Resumo: A
prescrição civil, fenômeno deveras controvertido, tem há muito suscitado
dúvidas sobre quais seriam os seus efeitos e os requisitos para sua ocorrência.
No Código Civil brasileiro de 2002, é feita uma opção por uma dessas teorias,
consagrando a visão de que a prescrição extingue a pretensão.
O presente trabalho tem por objetivo demonstrar que, qualquer que seja
o modelo fixo e formal adotado para a aplicação do prazo prescricional
(como é o do CC2002), não é ele compatível com as atuais necessidades
da sociedade nem com a praxe judicial.
Essa compatibilização só é possível diante da adoção de um sistema flexível
de aplicação dos prazos prescricionais. Para tanto, este sistema deve
se amparar em um princípio que sirva de base para legitimar esta modificação
metodológica; este princípio é o da segurança jurídica, fundamento das
regras prescricionais.
A lado disso, a aplicação dos prazos prescricionais, além de submetida
a um juízo de conteúdo, deverá seguir uma nova estrutura de forma capaz
de produzir uma incidência ajustável. A aplicação procedimental da prescrição
permite este juízo, graduando a incidência do prazo, a viabilidade da
alegação da exceção de prescrição e os limites eficaciais decorrentes
da declaração judicial.
Desse modo, o sistema orquestrado poderá introduzir juízos de legitimidade
na aplicação prescricional, de modo a funcionalizar o instituto, compatibilizando-o
com uma ordem constitucionalizada. (DATACAPES)
|
D079
NICOLITT, André Luiz. Alguns reflexos da violência urbana
criminalizada no processo penal brasileiro. 2003. 157 f. Dissertação
(Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Afrânio Silva Jardim
Linha de pesquisa:
Violência e criminalidade
Classificação:
343.1 N644a
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo realçar
a pureza científica que
se deve observar na aplicação, interpretação e criação do processo penal, indicando
o quão é comprometedora a influência do fator violência urbana,
que não pode inspirar as práticas processuais.
Neste
passo, buscamos destacar o objetivo principal do processo penal,
que, a nosso ver, é
garantir a liberdade dos inocentes, e não a punição dos culpados, o que se torna secundário em nossa perspectiva.
(AU)
|
D080
OLIVEIRA, Adriano Saldanha
Gomes de. Questões de qualificação do direito
à filiação no direito internacional privado brasileiro de família.
2003. 157f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional e Integração
Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Nadia de Araújo
Linha de pesquisa:
Transformação da ordem internacional
Classificação: 347.63:341.9(81)
O48q
Resumo: Este
trabalho destina-se à compreensão de questões da doutrina das qualificações
no direito internacional privado (DIP) brasileiro em matéria de direito
à filiação. Na primeira parte, examina-se a doutrina das qualificações
em DIP a partir da teoria
geral do direito, e o direito à filiação material brasileiro e legislação
comparada. Na segunda parte, primeiro, procura-se descrever o DIP
brasileiro conflitual do direito à filiação, com o levantamento da estrutura
de conexão dos modos de estabelecimeto da filiação. Esta estrutura é identificada
como alternativa, a da lei mais favorável ao filho. E, por último, são
formuladas questões de qualificação, dentre as quais destacam-se o conceito
de filiação, a legitimação estrangeira no Brasil, a diversidade do sentido
e função de normas sobre proibição do reconhecimento, e o conceito de
domicílio. Em seguida, são propostas soluções, relacionadas, nas questões
destacadas: com a autonomia para caracterização dos conceitos de filiação
e domicílio relativamente aos conceitos do direito material interno brasileiro;
com a admissão, através da filiação matrimonial (legitimidade) ou do reconhecimento,
dos efeitos da legitimação estrangeira, com reflexo decisivo na estrutura
de conexão; com a diversidade de tratamento das normas de proibição de
reconhecimento conforme a função, como a vedação à proibição discriminatória;
e com a não vedação automática à proibição que consolida vínculo filial
existente. (AU)
|
|
D081
OLIVEIRA, Renato Silva de.
O acordo de valoração aduaneira e a lei de preços de transferência
: conflitos e compatibilidades. 2003. 300 f. Dissertação (Mestrado em
Direito Internacional e Integração Econômica) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Adilson Rodrigues Pires
Linha de pesquisa: O
econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 339.543
O48a
Resumo:
O presente trabalho faz um estudo comparativo de valoração aduaneira,
procedimento indispensável para apuração da base de cálculo dos direitos
aduaneiros, e preços de transferência, que estabelecem limites de dedutibilidade
de custos e despesas referentes, no que interessa ao estudo, à importação
de bens, para fins de cálculo do imposto sobre a renda de pessoas jurídicas.
Discorre-se, inicialmente, sobre cada instituto em separado, com o objetivo
de apontar as motivações da preocupação do direito internacional com as
matérias: a valoração aduaneira, no âmbito primeiramente do GATT e hoje
da OMC e, em certa medida, da OMA; os preços de transferência, principalmente
na OCDE. O tratamento do direito brasileiro é igualmente considerado.
São
vistas as manifestações de autores brasileiros e estrangeiros, bem como
de organismos internacionais, sobre as relações entre as duas sistemáticas
de apuração de preço de uma mercadoria, em operações de importação, para
efeitos tributários.
Indicam-se
as similaridades e diferenças entre métodos, conceitos, institutos, princípios,
regras e critérios de valoração aduaneira e de preços de transferência.
Além de comparar os dois complexos regulativos, a obra responde à indagação
sobre a existência ou não de uma antinomia jurídica, propondo medidas
tendentes a eliminar os possíveis conflitos ou ao menos atenuar os seus
indesejados efeitos, favorecendo a compatibilidade entre valoração aduaneira
e preços de transferência. (AU)
|
D082
PEREIRA, Marcos Vinícius Torres.
A responsabilidade civil por danos ao
meio ambiente decorrentes as atividades da indústria internacional do
petróleo. 2003. 145 f. Dissertação (Mestrado em Direito Internacional
e Integração Econômica) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Marilda Rosado de Sá Ribeiro
Linha de pesquisa: O
Econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 349.6
P436r
Resumo: O trabalho traça um histórico
do Direito Ambiental, no Brasil e no plano internacional, mostrando os
princípios que regem este ramo do Direito. Relata as atividades desenvolvidas
pela Indústria do Petróleo, nas chamadas fases de upstream, midstream
e downstream, mostrando os impactos sobre o meio ambiente, em cada uma
delas. Trata da Responsabilidade Civil, em especial da Responsabilidade
Civil Ambiental, no plano internacional. Especificamente, trata da Responsabilidade
Civil Ambiental relacionado aos danos causados ao meio ambiente decorrentes
das atividades da indústria do petróleo, mostrando os instrumentos jurídicos
que disciplinam os efeitos destas atividades sobre o meio ambiente, bem
como a jurisprudência nacional e internacional existentes a respeito.
Por fim, são indicadas possíveis soluções para os problemas ambientais
decorrentes destas atividades, para a manutenção de um ecossistema equilibrado
e de uma melhor qualidade de vida para as gerações presentes e futuras.
(AU)
|
D083
PEREIRA, Tatiana Cotta Gonçalves.
Usucapião : eficácia e limitações
na busca pela implementação do direito social à moradia. 2003. 133 f.
Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Ronaldo Coutinho do Livramento
[sic]
Linha de pesquisa: Direito
ambiental e processo de urbanização
Classificação: 347.232.4
P436u
Resumo: O
objetivo da dissertação é demonstrar como a ação de usucapião, instrumento
jurídico hábil a regularizar a posse urbana, é ineficaz do ponto de vista
do reconhecimento de direitos. A ação já existe no ordenamento jurídico
brasileiro há tempos, contudo, o marco teórico é o art.183 da Constituição
Federal de 1988 e a lei federal denominada Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01)
em seu art.9° e seguintes. O direito à propriedade, até pouco tempo tratado
pelos juristas como um direito real absoluto, vem sendo um obstáculo ao
reconhecimento da moradia como um direito social, sobretudo quando desprezada
a função social inerente àquele. O desconhecimento das pessoas mais pobres
sobre seus direitos tem sido causa de atos arbitrários, negando-lhes a
possibilidade de reconhecer seu direito à moradia digna na cidade em que
habitam. A análise de ações de usucapião propostas pela Fundação Bento
Rubião, Ong que atua na área há quase 17 anos, demonstra que tal instrumento
está organizado dentro do Código de Processo Civil de forma a não contemplar
os detentores do direito à ação. (AU)
|
D084
PRADO, Karine Monteiro. A qualificação jurídica da prestação
de serviços públicos como relação de consumo. 2003. 146 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Rosângela Lunardelli Cavallazzi
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.451.031:35.08
P896q
Resumo: Trata-se
da questão da aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor à prestação
de serviços públicos. Analisa-se a relação jurídica existente entre o
usuário do serviço público e o Estado, ou outro fornecedor do serviço,
qualificando-a como uma verdadeira relação de consumo. Demonstra-se que
o usuário de serviços públicos é juridicamente considerado consumidor,
assertiva indicada da frágil dicotomia entre Direito Privado e Direito
Público. Parte-se de uma perspectiva interdisciplinar, sob a esfera do
Direito Constitucional, do Direito do Consumidor, do Direito Civil e do
Direito Administrativo, visando-se demonstrar que a análise do tema exige
a superação dos tradicionais campos específicos dessas searas do conhecimento
jurídico. Conjugam-se os ensinamentos de cada disciplina, na medida que
é analisado o papel que o Código de Defesa do Consumidor trouxe não somente
às relações jurídicas ditas privadas, mas também àquelas que sempre foram
consideradas, eminentemente, públicas, como as relações estabelecidas
entre os usuários de serviços públicos e os fornecedores desses serviços.
(AU)
|
D085
RAMOS, Fernando Karl. O estudo prévio de impacto de vizinhança
e suas referências na paisagem e na qualidade de vida nas cidades.
2003. 219 f. Dissertação (Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de
Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Rosângela Lunardelli Cavallazzi
Linha de pesquisa:
Direito ambiental e processo de urbanização
Classificação: 347.241
R175e
Resumo: Este
trabalho analisa o estudo prévio de impacto de vizinhança, conforme instituído
pela Lei federal nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade), e suas referências
no direito à cidade, especialmente na perspectiva da paisagem e da qualidade
de vida, realizando uma reflexão sobre o direito urbanístico.
A
aplicação do instituto do estudo prévio de impacto de vizinhança foi analisado
através de caso-referência, municípios do Estado do Rio de Janeiro, e
a reflexão foi norteada por diversas categorias analíticas, dentre as
quais a cidade, o município, a função social da cidade, a função social
da propriedade urbana, eficácia jurídica e social da norma, no contexto
das relações de vizinhança. (AU)
|
D086
RIBEIRO, Gustavo Moulin. O mínimo existencial e o direito constitucional
brasileiro. 2003. 127 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público)
– Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Ricardo Lobo Torres
Linha de pesquisa: Direitos
humanos e ética
Classificação: 342(81)
R484m
Resumo: O objeto de estudo da presente
dissertação é uma parcela específica dos direitos humanos: o mínimo existencial.
Trata-se de um âmbito nuclear de alguns direitos a prestações materiais
que, em virtude de sua absoluta importância, podem ser considerados verdadeiros
pressupostos para o exercício da liberdade. Busca-se demonstrar que as
mais recentes teorias da justiça não ignoram a relevância do assunto e
oferecem diferentes argumentações de como a garantia do mínimo existencial
é fundamental para a construção de uma sociedade justa. Em um segundo
momento, por intermédio da análise jurídico-filosófico da expressão “direitos
humanos” e de uma abordagem comparativa com o Direito Constitucional alemão,
esta pesquisa procura demonstrar a pertinência da idéia de mínimo existencial
ao Direito Constitucional brasileiro. (AU)
|
D087
RODRIGUES, Rafael Garcia. Da autonomia privada à autonomia corporal.
2003. 140 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Gustavo Tepedino
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas e
sociedade Classificação: 347.211 R696d
Resumo: As
relações entre o homem e seu corpo sofreram modificações, especialmente
nas ultimas décadas, em razão do desenvolvimento tecnológico das ciências
médicas e biológicas, incrementando os processos de intervenção externa
no corpo humano. Este cenário exige do Direito a regulamentação de situações
cada vez mais complexas. Entretanto, verifica-se a inadequação do instrumental
teórico oferecido pelo Direito para o tratamento de tais fatos, especialmente
do Direito Civil, destacando que o conjunto de categorias e conceitos
jurídicos idealizados nos séculos XVIII e XIX destinavam-se predominantemente
à disciplina de interesses patrimoniais. Neste contexto, ganha relevo
a discussão acerca da autonomia do sujeito. A delimitação da esfera de
liberdade conferida ao sujeito para a prática de atos que envolvam a disposição
de parte do seu corpo requer a superação da perspectiva tradicional de
autonomia privada, voltada à satisfação de interesses econômicos. Exige-se
uma regulamentação jurídica que atenda a exigências éticas. A Constituição
Federal de 1988, especialmente através do principio da dignidade humana,
insere o ser humano como preocupação central do ordenamento jurídico.
Ao reconhecimento do direito de autodeterminação corporal, soma-se a necessidade
de realização de valores e objetivos consagrados no texto constitucional,
conformando a liberdade de dispor do próprio corpo à tutela da vida e
da integridade psicofísica. Delineiam-se, assim, limitações jurídicas
aos atos de disposição do próprio corpo visando o alcance de objetivos
socialmente almejados. Assim, moldado pelos princípios e valores constitucionais,
e fundamentado na tutela promocional da pessoa humana, desenvolve-se esta
noção de autonomia corporal, de autodeterminação acerca das questões que
envolvem o próprio corpo. (AU)
|
D088
SÁ, Jeanine Gama. O papel do “trustee” nas operações de
financiamento de projetos de infra-estrutura. 2003. 130 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Internacional e Integração Econômica) – Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Marilda Rosado de Sá Ribeiro
Linha de pesquisa:
O econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 347.733
S111p
Resumo: No
atual cenário mundial de incipiente disponibilidade de recursos e crescente
necessidade de investimento em toda sorte de empreendimentos, sobretudo,
no setor de infra-estrutura, é notória a relevância da adoção de esquemas
de financiamento que possibilitem o repagamento do capital investido através
do fluxo de caixa do próprio projeto, de modo que os critérios tradicionais
para concessão de crédito, baseados na situação financeira dos acionistas
do projeto e na constituição de garantias reais e pessoais, deixando de
ser adotados. As operações contemporâneas de financiamento de projetos
foram desenvolvidas principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra. Assim,
a maior parte dos institutos jurídicos utilizados são provenientes do
direito anglo-saxão e freqüentemente desconhecidos nos países que adotam
o sistema romano-germânico. É o caso da figura legal trustee, que
atua como agente independente de controle e fiscalização, gerindo os recursos
destinados ao ressarcimento dos credores do empreendimento. Portanto,
o presente trabalho tem por objetivo promover o estudo da estrutura clássica
das operações de financiamento de projetos, o papel do trustee,
o instituto anglo-saxão do trust e os esquemas contratuais alternativos,
que permitem que sua ausência seja parcialmente suprida nos sistemas jurídicos
de tradição romano–germânica. (AU)
|
|
D089
SANTOS, Maria da Conceição
Lopes de Souza. O meio ambiente em projeção
: a ação civil pública como instrumento de gestão. 2003. 155 f. Dissertação
(Mestrado em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Cezar Pinheiro Carneiro
Co-orientador: Ronaldo do Livramento Coutinho
Linha de pesquisa:
Direito ambiental e processo de urbanização
Classificação: 347.922 S237m
Resumo: O
reconhecimento do meio ambiente equilibrado em nossa ordem constitucional
importou, a um só tempo, na configuração de um novo direito fundamental
e no surgimento de uma nova dimensão a desafiar o nosso empenho no descobrimento
de novos conceitos e significados compatíveis com os valores por ele representado,
tendo em vista a dignidade da pessoa humana consoante previsão inserta
no art. 1º, inciso III, de nossa Constituição.
A necessidade de encontrarmos instrumentos que pudessem garantir a implementação
e efetividade dessa auspiciosa realidade nos conduziu por caminhos que
nos levaram a reconhecer a ação civil pública e a gestão ambiental, como
instrumentos sem os quais não teríamos a arena própria a implantar o mínimo
necessário ao desenvolvimento da vida em quaisquer de suas formas, considerando
as presentes e futuras gerações. (AU)
|
D090
SCHREIBER, Anderson. “Venire contra factum proprium”
: a proibição de comportamento contraditório no direito brasileiro. 2003.
238 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Gustavo Tepedino
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas e
sociedade
Classificação: 347.44
S378v
Resumo: O
tema da dissertação é o princípio de proibição ao comportamento contraditório
(o chamado “nemo potest venire contra factum proprium”). Defende-se a
sua aplicabilidade ao direito brasileiro contemporâneo, vinculada a novos
fundamentos, que transcendem uma suposta proteção à coerência, para alcançar
mais diretamente a boa-fé objetiva, a tutela da confiança, e, em nível
constitucional, o princípio da solidariedade social. Neste sentido, após
a análise histórica da repressão à incoerência (capítulo 1) e o delineamento
destes fundamentos solidaristas (capítulo 2), procurou-se indicar os pressupostos
e as conseqüências de aplicação do “nemo potest venire contra factum proprium”,
em consonância com o atual ordenamento civil-constitucional (capítulo
3). Como resultado, pode-se diferenciá-lo de outras figuras com as quais
é geralmente confundido (ainda capítulo 3), fixando-se os limites do instituto
e permitindo o exame de casos concretos e decisões proferidas por tribunais
nacionais, tribunais estrangeiros e organismos supranacionais (capítulo
4). Os resultados da análise foram indicados pontualmente na conclusão
final da dissertação. (DATACAPES)
|
D091
SILVA, Anabelle Macedo. A concretização judicial das normas
constitucionais : o direito a serviço da transformação qualitativa
da realidade através da materialização dos direitos do mínimo existencial.
2003. 252 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Luís Roberto Barroso
Linha de pesquisa:
Princípios e normas jurídicas
Classificação: 342 S686c
Resumo: O
Direito Constitucional e
a realidade social condicionam-se
mutuamente, sendo a interface entre as ordens política e
jurídica variável em função dos
moldes que apresenta o Estado. A Constituição de 1988 representa o
marco inicial da juridicização
da vida política, sinônimo de absorção pela ordem jurídica de setores
da ordem política. A dogmática constitucional emancipatória,
inconformada com os fenômenos da inefetividade constitucional e
da constitucionalização simbólica,
potencializa a eficácia das normas constitucionais,
enquanto instrumentos de transformação qualitativa da realidade através
da promoção dos direitos fundamentais, sempre com zelo à lapidação metodológica e à segurança jurídica.
A
concretização jurisdicional das
normas constitucionais representa o momento final da interação do texto normativo
com a realidade. A
efetividade máxima consiste no
constante refinamento da relação normatividade-facticidade, tanto no aspecto
da maior absorção da legalidade imanente pela normatividade, como também
na maior conformação da realidade aos termos da normatividade.
A
atualidade dos princípios democráticos
e da separação de poderes
convidam à revisão da premissa da representatividade
eleitoral como fonte exclusiva da legitimidade e ao
exame da redistribuição da função normativa no Estado contemporâneo,
sendo certo que a democracia participativa promove a repolitização do
conceito de legitimidade.
A
metódica estruturante do Direito proposta por Friedrich Mtiller contribui
para o alargamento da concretização das normas constitucionais, na medida
em que possibilita a aferição racional da divergência entre o texto da
norma e a norma-decisão produzida ao final. A teoria estruturante dedica-se,
assim, a examinar como o texto da norma e a realidade social são estruturalmente
ligados entre si na norma jurídica.
As
normas constitucionais impositivas de obrigações estatais de fazer demandam
tecnologia especializada para sua concretização, sob pena de ineficácia
em virtude do emprego de premissas desajustadas às suas especificidades.
Neste sentido a técnica da concretização jurisdicional sistemático-normativa
procura potencializar a efetividade das normas constitucionais impositivas
de atividade estatal normativa legislativa. Já a dogmática da efetividade
das normas impositivas de prestações administrativas importa na definição
dos limites da liberdade de gestão administrativa e do princípio da reserva
do possível.
As
normas assecuratórias dos direitos do mínimo existencial, ou seja, os
direitos fundamentais prestacionais, necessários à sobrevivência digna
da pessoa, apresentam vigoroso impulso dirigente, de modo a neutralizar
a eventual ocorrência de omissões inconstitucionais, restando, portanto, limitada a liberdade de decisão do legislador e
do administrador, sendo
o Judiciário competente para a fiscalização
do cumprimento do dever de concretização legislativa e administrativa, na medida em que lhe
cabe fiscalizar os limites imanentes de tais direitos tanto nos casos
de concretização aquém dos conteúdos mínimos, como naqueles de omissão
de atividade concretizadora legislativa e administrativa. (AU)
|
D092
SILVA, Antônio Henrique Corrêa
da. O princípio da separação dos poderes no estado contemporâneo.
2003. 238f. Dissertação (Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Flávio Bauer Novelli
Linha de pesquisa:
Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 342.33
S586p
Resumo: A
presente dissertação busca, a partir das dificuldades teóricas da conceituação
do princípio da separação de poderes, fornecer um conteúdo mínimo universal
para o princípio, distinguindo-o do simples arranjo de competências, que
pode tomar formas diferentes em cada diploma constitucional. Através de
uma análise panorâmica dos elementos originais das concepções tradicionais
sobre o princípio, o texto enfatiza a propriedade e adequação da tese
produzida por Jürgen Habermas, de uma separação fundada na natureza do
discurso. Para tanto, as principais dificuldades teóricas e práticas do
princípio são identificadas e confrontadas com a concepção habermasiana,
para que se demonstre sua consistência teórica e viabilidade prática no
âmbito do Estado contemporâneo. (AU)
|
D093
SILVA, Flávia Beatriz Eckhardt
da. A isonomia constitucional e a efetivação
dos direitos das mulheres no Brasil : ações afirmativas sob a
perspectiva de gênero. 2003. 322 f. Dissertação (Mestrado em Direito Público)
– Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro.
Orientador: Joaquim B. Barbosa Gomes
Linha de pesquisa:
Acesso à justiça e tutela dos direitos
Classificação: 342.722(81)
S586i
Resumo: A análise do princípio
da igualdade sob a perspectiva das mulheres revela a profunda diferença
de tratamento conferido pelo direito a homens e mulheres ao longo do tempo.
Contudo, a sociedade atual abandona progressivamente os arraigados estereótipos
de gênero, calcados na superioridade do sexo masculino, e caminha para
o reconhecimento da igualdade plena entre homens e mulheres. Na verdade,
como verificamos ao longo do presente trabalho, houve uma real alteração
do próprio conceito e da aplicação do conceito de isonomia, que deixa
de ser mera proclamação jurídica abstrata e ganha concretização por meio
de instrumentos aptos a modificar a realidade social de desigualdade.
Nesse sentido, as ações afirmativas despontam como um dos mecanismos jurídicos
mais importantes para a efetivação dessa igualdade material entre os sexos,
uma vez que conjuga o reconhecimento explícito da discriminação e inferioridade
das mulheres com a alteração concreta desta situação. Assim, diante deste
novo paradigma igualitário, torna-se imperioso discutir e entender profundamente
as ações afirmativas, a fim de que seja possível aplicar, de modo construtivo,
essas medidas na sociedade, revertendo em grande parte a perniciosa desigualdade
social existente. (DATACAPES)
|
D094
SIQUEIRA, Pedro Eduardo Pinheiro
Antunes de. A coisa julgada inconstitucional. 2003. 138
f. (Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Paulo Braga Galvão
Linha de pesquisa:
Transformações do estado contemporâneo
Classificação: 347.953
S618c
Resumo: A
coisa julgada é instituto processual indispensável no Estado de Direito.
Sua intangibilidade decorre da exigência de segurança jurídica. Atualmente,
porém, tal intangibilidade vem sendo questionada: seria intocável a coisa
julgada mesmo quando viola norma constitucional? teria um caráter absoluto?
A doutrina tem estudado estas questões. já surgiram opiniões de que a
res judicata deve ser compreendida em um sentido relativo, sucumbindo
diante de valores, princípios e regras constitucionais.
Para
o afastamento da coisa julgada inconstitucional, alguns doutrinadores
optam pela aplicação da técnica da ponderação de interesses, tendo em
vista a norma do artigo 5º, XXXVI, da CF. Outros entendem que o principio
da intangibilidade do caso julgado é infraconstitucional, não encontrando
amparo no texto da Lei Fundamental, aplicando-se a regra de que a lei
inferior é derrogada pela superior. Em outras palavras: a coisa julgada
submete-se, como qualquer outra norma jurídica, ao principio da supremacia
da Constituição.
Para
a retirada dos efeitos da coisa julgada inconstitucional, alguns instrumentos
processuais são recomendados pela doutrina. Dentre eles: a ação rescisória,
o mandado de segurança, os embargos à execução e a querela nullitatis
(ação ordinária declaratória de nulidade absoluta).
Trata-se
de um tema controvertido, ainda longe de ser pacificado. (AU)
|
D095
SOTO, Paulo Neves. A reparação dos danos morais na responsabilidade
civil aeronáutica. 2003. 314 f.
Dissertação (Mestrado em Direito
Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro.
Orientador: Heloisa Helena Gomes Barboza
Linha de pesquisa: Relações
jurídicas privadas e sociedade
Classificação: 347.82
S718r
Resumo: A presente dissertação de mestrado
tem como objetivo principal investigar o atual sistema de responsabilidade
civil no transporte aeronáutico à luz do Direito Civil-Constitucional,
tomando como ponto de partida as mudanças na dogmática jurídica decorrente
de um século de história marcada pela transição de uma Era Moderna, individualista,
para uma nova era, de cunho essencialmente solidarista e dita Pós-Moderna.
O estudo se valeu das informações
históricas reveladas pela análise da legislação sobre responsabilidade
civil e aeronáutica, bem como dos comentários na doutrina nacional e,
nos limites e dimensões de uma dissertação de mestrado, internacional.
Foram analisadas as circunstâncias
e características específicas do Direito Aeronáutico, bem como suas finalidades
e mecanismos especiais, estudado o possível conflito legislativo que ocorre
entre a legislação aeronáutica e a contemporânea legislação de defesa
do consumidor, e, até mesmo, uma eventual antinomia entre as normas de
responsabilidade civil aeronáutica com as normas e princípios da Constituição
da República brasileira.
O objetivo principal desta investigação é a determinação dos meios, métodos,
critérios e funções dos quais se valem a magistratura e a doutrinas nacionais
para avaliar as diversas hipóteses de dano moral, especialmente as decorrentes
de lesões sofridas durante o serviço de transporte aeronáutico - relativas
à responsabilidade civil contratual e extracontratual -, servindo-se dos
princípios fundamentais da dignidade da pessoa humana e da igualdade substancial,
como regras que revelam a ética social vigente. (AU)
|
D096
SOUZA, Carlos Affonso Pereira
de. A tutela dos direitos da personalidade
na sociedade de informação ; privacidade, imagem e liberdade de
expressão. 2003. 244 f. (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade de Direito,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Maria Celina Bodin de Moraes
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas e
sociedade
Classificação: 342.72/.73
S729t
Resumo: Essa
dissertação busca traçar um
panorama da tutela dos direitos
da personalidade em face
do desenvolvimento tecnológico, sobretudo com relação à chamada Sociedade da Informação. Nesse
sentido, são analisadas as mutações pelas quais passaram – ou deverão
passar – o direito à
privacidade, à imagem
e à liberdade de expressão, enfocando-se
o conflito que pode surgir
da colisão entre os referidos direitos por conta do novo papel assumido
pela informação na sociedade contemporânea e a sua manipulação através das modernas
tecnologias. (AU)
|
D097
SUDA,
Virna Yumi. A licença compulsória de patentes
farmacêuticas e as suas implicações no direito internacional e no direito
brasileiro. 2003. 210 f. Dissertação
(Mestrado em Direito Internacional e Integração Econômica) – Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Celso R. D. de Albuquerque
Mello
Co-orientador: José Carlos
Vaz e Dias
Linha de pesquisa: O
Econômico na ordem jurídica internacional
Classificação: 347.77
S943l
Resumo: O
principal objetivo deste trabalho é analisar a polêmica atual sobre o
acesso aos medicamentos através da utilização de mecanismos de salvaguardas
previstos tanto em tratados internacionais quanto na legislação interna
sobre os direitos de patentes. Nesse aspecto, a licença compulsória é
o mais controverso dos mecanismos de salvaguarda em cenário internacional.
As
razões para a licença compulsória gerar tantas
controvérsias é que ela pode ser um meio eficaz de combate aos problemas
de acesso aos medicamentos, aos quais principalmente os paises em desenvolvimento
têm passado. Por outro lado, os países desenvolvidos têm dificultado uma
interpretação mais flexível dessas regras.
A
CUP e os TRIPS são os principais tratados que regulam acerca da propriedade
industrial. Possíveis conflitos sobre a interpretação da aplicação dos
mecanismos de salvaguardas neles previstos têm dado abertura para o surgimento
de controvérsias, como foi o caso do painel estabelecido pelos EUA contra
o Brasil na OMC.
Em
nível de legislação nacional, o diploma mais significativo com relação
à propriedade industrial é a Lei no. 9.279/96. Contudo, nem todas as disposições
sobre a matéria são reguladas pela LPI/96, fazendo com que se recorra
a outras fontes normativas, tais como o CC na parte de contratos. A Constituição
também é uma fonte importante, pois ela dá as bases da nossa legislação.
Ela obriga e justifica determinadas medidas adotadas pelo Brasil, como
os programas voltados à saúde pública, dentre os quais o programa de distribuição
de medicamentos para as vítimas da AIDS.
Aspectos
acerca da necessidade de cooperação em assuntos comerciais e de saúde
pública também foram abordados no trabalho. No mais, algumas considerações
sobre a relação do direito de propriedade/direito de patente com o direito
à saúde como direitos humanos também não deixaram de ser analisadas. (AU)
|
D098
TANCREDO, Ednéia de Oliveira
Matos. O principio da solidariedade.
2003. 104 f. (Mestrado em Direito Público) – Faculdade de Direito, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Glória Márcia Percinoto
Linha de pesquisa:
Transformações do estado contemporâneo
Classificação:
17.026.2 T162p
Resumo: Partimos
da premissa que a nova ordem capitalista, atrelada ao processo voraz denominado
"globalização", traz reflexos irreversíveis para o direito, para a interação
do Estado com a sociedade e para a própria Teoria do Estado, resultando
em novos questionamentos acerca da soberania, da cidadania e da própria
democracia. Com as evidentes exclusão e fragmentação social não encontramos
outra alternativa a não ser prestar mais atenção ao valor solidariedade.
Marcelo Neves relata que dada à falta de cidadania e o não acesso aos
direitos fundamentais e aos benefícios do ordenamento jurídico, nos países
periféricos há uma "constitucionalização simbólica". A questão da cidadania
no Brasil, além de jurídica, é ética. O pano de fundo do trabalho apresentado
é a exclusão social, constituindo um grande desafio para o Direito, para
o Estado e para a sociedade a ser enfrentado. (DATACAPES)
|
D099
TOLOMEI,
Carlos Young. A proteção do direito adquirido
sob o prisma civil-constitucional : uma perspectiva sistemático-axiológica.
2003. 231f. (Mestrado em
Direito Civil) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Gustavo José Mendes Tepedino
Linha de pesquisa:
Novos
instrumentos jurídicos
Classificação:
347.121(81) T653p
Resumo: O
“direito adquirido” , como categoria jurídico-científica, foi objeto de
incessantes movimentos doutrinários que buscaram consolidá-lo. Ainda que
com origem filosófica bem remota – muitos chegando a identificar a questão,
de forma embrionária, com o surgimento do direito escrito -, certo é que,
de um simples instrumento intuitivo, quase natural, para permitir casuisticamente
identificar o “Justo” e afastar o “Injusto”, foi-se o “direito adquirido”
impregnando lenta e gradualmente de uma dogmática própria, até chegar
no seu ápice, ao final do século XIX (tendo inegavelmente como marco a
magistral a obra de Carlo Francesco Gabba). Já então, longe de uma intuição
ou suposto sentimento generalizado, buscava-se critérios científicos para
categorizá-lo e, com isso, exprimir uma regra abstrata que garantisse
o máximo de segurança e harmonia no momento de sua aplicação concreta.
Passo
de extrema importância deu-se mais recentemente, através da construção
e confirmação dos Estados de Direito e dos Regimes Democráticos, após
a 2ª Grande Guerra: a formação dos Estados Democráticos de Direito. Percebe-se
aí verdadeira revolução civil-constitucional, firmando-se o “Direito”
como instrumento de superação de tormentosas experiências sociais já vividas,
onde reiteradamente a força bélica prestou-se para negar as liberdades.
Trata-se então do arbítrio cedendo ao consenso, do individualismo cedendo
à solidariedade, da igualdade formal cedendo à igualdade material. Cuida-se,
enfim, de deslocar o eixo jurídico-axiológico basilar, tirando do foco
primário o indivíduo para iluminar a “Pessoa”, como fim em si mesma. Neste
caminho, o surgimento dos direitos fundamentais foi de especial relevância,
como positivação dos direitos humanos e como mecanismo jurídico de garantia
da dignidade da pessoa humana. No entanto, ainda não nos parece que a
doutrina, principalmente no Brasil, tenha enfrentado devidamente esta
atual mudança de perspectiva axiológica, especificamente no que diz respeito
à categoria jurídica dos “direitos adquiridos”. Isto é, tal categoria
continua, no mais das vezes, a ser vislumbrada no contexto histórico-normativo
dentro do qual foi criada e, com isso, permanece quase imune às novas
inferências sociais, aos novos valores democráticos e aos novos sistemas
jurídicos positivados. Neste ponto pode estar a origem dos conhecidos
problemas que envolvem a matéria, criando o que para muitos seriam dificuldades
insuperáveis. Este estudo propõe-se a enfrentar a questão sob esta nova
perspectiva e, daí, pelo menos, reascender o importante debate acerca
do principio da irretroatividade das leis e do princípio da proteção do
direito adquirido no Brasil, que, diga-se desde logo, não se confundem.
(AU)
|
D100
VENCELAU, Rose Melo. O elo perdido da filiação :
entre a verdade jurídica, biológica e afetiva no estabelecimento do vínculo
paterno-filial. 2003. 175 f. Dissertação (Mestrado em Direito Civil) – Faculdade
de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Gustavo José Mendes Tepedino
Linha de pesquisa:
Relações jurídicas privadas
e sociedade
Classificação: 347.63
V449e
Resumo: Esta dissertação versa sobre
os critérios que devem fundar o vínculo paterno-filial, sempre sob a perspectiva
dominante do interesse do filho, uma vez que se trata de status de filiação, não de paternidade.
Para tanto, dividiu-se a pesquisa em duas partes. A primeira trata dos
critérios jurídico, biológico e afetivo que servem para nortear a concepção
do que é ser filho. Percebeu-se que a filiação não pode mais ser analisada
a partir de um só critério, mas apenas se completa com os três. Todavia,
não é raro que tais critérios se choquem numa mesma relação paterno-filial.
Assim, a filiação jurídica pode não ser a biológica e esta pode não ser
a afetiva... A segunda parte da dissertação justamente tem o fito de verificar
qual dos critérios deve prevalecer em caso de conflito a ser dirimido
nas ações de estado de filiação. Em suma, como predomina o interesse do
filho, a sua opinião deve ser respeitada como corolário da dignidade da
pessoa humana. Mas sendo insuficiente, deve-se ater ao melhor interesse
da criança cujo parâmetro objetivo se encontra na observância do exercício
da função paterna, consoante os ditames do art. 227, caput, da CF. (AU)
|
D101
VIANA, Rosemery Duarte. O Direito à moradia e a atuação do ministério
público na sua implementação. 2003. 301 f. Dissertação (Mestrado
em Direito da Cidade) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Orientador: Rosângela Lunardelli Cavallazzi
Linha de pesquisa: Acesso
à justiça e tutela dos direitos
Classificação: 342
V614d
Resumo: A implementação do direito
à moradia é um dever do Estado, considerando que se trata de um direito
prestacional em sentido estrito, ressaltando-se que é um direito humano
fundamental, encontrando-se previsto no art. 6° da Constituição Federal
de 1988, que foi alterado pela Emenda n° 26/2000. Tal direito é de eficácia
plena, salientando-se que também pode ser exercido em face de particularidades.
O Ministério Público, por ser uma Instituição que tem por função primordial
a defesa da sociedade, devendo zelar pelo efetivo respeito aos direitos
assegurados na Constituição Federal de 1988, promovendo as medidas necessárias
a sua garantia, tem por obrigação buscar a efetividade do direito social
à moradia, devendo para o desempenho deste mister fazer uso dos instrumentos
existentes no ordenamento jurídico. A ação civil pública é um dos instrumentos
para dar eficácia social ao direito fundamental objeto do presente estudo.
A efetividade do direito à moradia é vital para a observância do principio
da dignidade da pessoa humana. A existência de grande parte da população
urbana residindo em ocupações ilegais da terra, em condições subumanas
de habitabilidade, não tendo o direito mencionado garantido, fere gravemente
o principio constitucional insculpido no art. I°, III, da Constituição
Federal. Considerando a problemática apontada, e tendo em vista o novo
perfil do Ministério Público conferido pela CF/88, sendo tarefa da Instituição
a tutela dos direitos metaindividuais (difusos, coletivos e individuais
homogêneos), buscou-se na presente dissertação destacar a importância
do Parquet na efetividade do
direito à habitação. (AU)
|